...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

VENDE-SE NOBREZA


Comprar títulos de nobreza é um bom investimento e ainda dá um ar aristocrático a quem os adquire. A Strutt & Parker, especializada em propriedades rurais e títulos feudais, realizou o seu leilão anual de títulos e conseguiu vender 70% dos mais de 40 títulos honoríficos ingleses e irlandeses oferecidos no catálogo. Os títulos à venda, apesar de genuínos e antigos, podem transformar o dono em lorde ou barão, mas não o transformam em um verdadeiro nobre. Os chamados Lords of Manor - senhores de terras – proporcionavam prestígio, o direito de ter um castelo e de arrendar terras para garantir um rendimento. A venda do título de lorde de Wimbledon terá rendido 171.000 libras ao irmão da princesa Diana, para pagar arranjos hidráulicos na sua propriedadde em Althorp. Quem quiser ser barão de Lee pode arrematar o castelo escocês, com mobília interior, 3 casas de verão e 261 hectares.

Por cá, as coisas não são tão descaradas. O Instituto de Nobreza de Portugal está proibído de criar, mas restitui títulos (embora a república não reconheça quaisquer nobres) a troco de uma certa quantia – sendo que 70% dos títulos foi usado por uma única geração. É que a nobreza portuguesa sempre foi reduzida, rondando 30 a 50 casas, até explodir no século XIX (só 2 dos actuais ducados existiam no século anterior), com a entrega de viscondados e baronatos por dá cá aquela palha, muitos deles a ricos ex-emigrados no brasil – daí a célebre cantilena “FOGE CÃO, QUE TE FAZEM BARÃO – PARA ONDE, SE ME FAZEM CONDE?" Mas vamos lá criticar a situação, quando a entrega de títulos foi desde sempre o pagamento pelo rei de soldados ou de “empréstimos”. Ou para prover o sustento dos filhos legítimos e dos filhos naturais (sim, porque rei não tem bastardos).

Acho particular graça à snobeira de alguns “titulados” que dizem que a sua família é muito antiga. É científico, as nossas famílias são tão antigas como a deles... ou, como perguntou o outro, as famílias deles desceram da árvore há mais tempo que as outras?
Há muitos anos, no meio da picada e dos mosquitos, umas coloniais senhoras alardeavam as suas nobres origens. Resolveram então perguntar aos restantes se não tinham nenhum familiar importante. O meu avô disse que descendia do D. Fuas Roupinho, aquele que ia caindo da falésia da Nazaré, mas a ironia não foi descoberta. Já a minha "tia” Ivone (curiosamente, a única amiga da família a quem chamávamos tia) foi suave como um elefante: “na minha família ninguém dormia com os reis”. Mai' nada. O assunto deve ter saltado imediatamente para as lavadeiras, o calor, os mazagrins ou os capilés.

4 comentários:

  1. Títulos são herdados mas muitos não se utilizam de suas honrarias ; como Dom Márcio Luís da Gama Cavalheiro, que decende de Vasco da Gama, Vasco Luís da Gama, possuidores do paço dos Gamas e dos direitos concedidos pela nobreza, este sucessor dos Gamas tem em suas raizes; Luis da Gama, Nabor da Gama Filho, Manoel da Gama D'Almada, Manuel da Gama, Nabor da Gama Jr.
    D.Marcio Luis da Gama Cavalheiro é o Senhorio de terras no estado do Pará e possui projetos como seu antecessor Manuel da Gama Lobo D'Almada e espírito e ideais desbravadores na Amazônia, possui outros antecessores que contribuiram nos movimentos abolicionistas e de direitos humanos, o renomado Médico militar Paraense Manoel da Gama Lobo, o primeiro oftalmologista do Brasil;
    Manuel Jacinto Nogueira da Gama,[1] primeiro visconde com grandeza e marquês de Baependi[2] (São João del-Rei, 8 de setembro de 1765 – Rio de Janeiro, 15 de fevereiro de 1847), foi um militar, político e professor brasileiro, doutorado em matemática e filosofia pela Universidade de Coimbra; Luís Gama: ex-escravo, autodidata, advogado, poeta, maçom, republicano e abolicionista radical; E tantos outros "GAMA" que fizeram a história imperial em Brasil e Portugal, com títulos da coroa portuguesa, deixaram a comodidade para desbravar o mundo como outro Gama da mesma linhagem "Vasco da Gama" Terceiro filho de dom Estêvão da Gama e Isabel Sodré, que pertenciam à nobreza de Portugal, Vasco da Gama foi inicialmente destinado à vida eclesiástica, mas preferiu trocá-la pela carreira militar e pela navegação.

    Na verdade, pouco se sabe sobre a vida de Vasco da Gama antes de ser nomeado capitão-mor da frota que descobriria o caminho marítimo para as Índias. Aliás, a nomeação cabia a seu irmão mais velho, Paulo, que cedeu-lhe o lugar, contentando-se em comandar uma das embarcações da esquadra.

    Vasco da Gama deixou Lisboa em 8 de julho de 1497, dobrou o Cabo da Boa Esperança em 18 de novembro, mas só atingiu a Índia em maio do ano seguinte, quando aportou em Calicute, enfrentando hostilidade do governante local. A viagem de volta teve início em 5 de outubro. Dos 155 homens que partiram, só 55 chegaram a Lisboa. Entre os mortos, estava Paulo da Gama, o irmão de Vasco.

    Recebido em triunfo pelo rei, Vasco da Gama recebeu o título de dom, de "Almirante dos Mares da Arábia, Pérsia, Índia e de todo o Oriente" e uma pensão de 300 mil réis anuais para ele e seus descendentes. Em 1502, obteve o comando de sua segunda viagem à Índia. Dessa vez, tinha o dever de estabelecer feitorias e entrepostos comerciais na África e na Índia e revidar os maus tratos sofridos pela esquadra de Cabral, que lá chegara em fins de maio de 1500, e perdera 40 marinheiros em combate com o rei de Calicute. D.Marcio Luís da Gama Cavalheiro, vem com a mesma filosofia de sua linhagem, de fidalgo e cidadão brasileiro vai coroar a Amazônia com a sua presença.

    Luis Gazeta.

    ResponderEliminar
  2. Sei por experiência própria que, com alguma sorte à mistura, uma boa investigação pode apurar há quanto tempo um determinado apelido existiu entre os antepassados de uma determinada pessoa. Durante vários anos dediquei-me a esse passatempo e, pelo apelido Sodré, consegui chegar documentalmente, com base segura, a uma 15ª avó (com todo o caminho traçado até ela), chamada Inês Sodré, nascido por volta de 1414, que, com muita probalidade, seria filha de um João Sodré que estava em Ceuta antes de 1418, pelo poderá ter participado na conquista da cidade em 1415.
    Isso não me permite dizer que "a minha família é muito antiga", nomeadamente porque há muitos outros apelidos que apareceram e deapareceram ao longos dos séculos. A ideia da "família" é assaz subjetiva, o que se pode falar é de apelidos antigos que foram usados por antepassados e ainda o são pelos seus descendentes e assentar essa afirmação numa investigação com recurso a métodos científicos ao invés de afirmarmos simplesmente que todos descendemos de de todos os antigos. Revelar documentalmente as vias para lá chegar é que tem o mérito do esforço.

    Sérgio Sodré

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. gostaria de ser um nobre ter um titulo de nobreza quem sabe um dia onde achar um !!!...

      Eliminar
  3. Alguém sabe indicar site para venda de títulos de nobreza? Preciso vender um.

    ResponderEliminar