...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".
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domingo, 24 de janeiro de 2010

O meu candidato a Presidente da República



Presidente da AMI
"A Pobreza em Portugal é uma vergonha"
Fernando Nobre quebrou o "politicamente correcto" que está a marcar o Congresso da Ordem dos Economistas. O presidente da AMI fez um discurso inflamado, provocando uma plateia cheia de economistas, que também são actuais e ex-responsáveis políticos, gestores e empresários, conseguiu palmas da plateia e introduziu um sentimento de urgência e indignação que, até esse momento, esteve ausente do debate.
Fernando Nobre, fundador e presidente da AMI, quebrou o politicamente correcto que marcou o debate de dois dias na 3º Congresso da Ordem dos Economistas sobre a Nova Ordem Económica. Nobre fez um discurso inflamado, provocando uma plateia cheia de economistas, que também são actuais e ex-responsáveis políticos, gestores e empresários, conseguiu palmas da plateia e introduziu um sentimento de urgência e indignação que, até esse momento, esteve ausente do debate. “É uma vergonha a pobreza que temos em Portugal”. “Não me falem com os problemas de aumento do salário mínimo. Quem é que aqui nesta sala consegue viver com 450 euros?”. “Não me venham com cirurgias plásticas para as mudanças que vão acontecer no mundo. Nós, os cidadãos não as vamos aceitar”, foram algumas das frases que deixou aos economistas presente. Nobre, que também é médico e professor, interveio num painel que abordou o papel das organizações não governamentais (ONG) na nova ordem económica mundial defendendo que além do seu papel no apoio à sociedade e de compensação por falhas dos governos, as ONG têm um papel essencial na denuncia de injustiças e desequilíbrios, e na pressão para que o mundo possa mudar. E foi isso mesmo que fez.
O presidente da AMI diz que “em Portugal é preciso redistribuir melhor a riqueza”, que “há dezenas, senão centenas de milhares de jovens a sair de Portugal porque perderam a esperança”. Inconformado, disse que “combater a pobreza é uma causa nacional”, e salientou: “Não me venham com os 18% de taxa de pobreza, porque se somássemos os que recebem o rendimento social de inserção, os que recebem o complemento solidário para idosos, os que recebem o subsídio disto, e o subsídio daquilo, temos uma pobreza estrutural no nosso país acima dos 40%”. “Não aceito esta vergonha no nosso país” O nível de desemprego, as baixas reformas, a precariedade dos contratos de trabalho foram outras áreas que lamentou. Os empresários também não foram poupados. “Quando vejo a CIP a defender que o salário mínimo não aumente não posso concordar. Que país queremos? Quantos de nós aqui conseguiriam viver com 450 euros por mês?”, perguntou à audiência, deixando depois um repto aos empresários: “Peço aos empresários para serem inovadores, abram-se ao mundo, sejam empreendedores”.
“É o momento de repensar que mundo queremos”, e recorrendo à frieza com que os médicos olham para a vida afirmou: “eu sei como vou morrer, sem como todos aqui vão morrer. E não é nessa altura, não é quando começarem a sentir a urina quente a correr pelas coxas, que vale a pena repensar a nova ordem económica mundial. È agora”. As futuras gerações não vão perdoar, diz. Sobre o estado das economias, salientou que não é economista, mas avisou para os riscos que pendem sobre as economias e que os economistas presentes não abordaram: o risco de um crash obrigacionista, a falência de fundos de pensões pelo mundo, os milhões investidos em produtos derivados. “Não é razão para cedermos a paranóias, mas é preciso questionar se as economias capitalistas estarão à altura do desafio”, disse, acrescentando: “É precisa prudência, bom senso e cuidados com os cantos da sereia”.
E voltando aos seus conhecimentos médicos terminou dizendo: “Perante uma hérnia estrangulada, um médico só pode fazer uma coisa: operar imediatamente. Ora a hérnia já está estrangulada [na ordem económica mundial]: nós temos que operar, temos de mudar as regras, os instrumentos. É preciso bom senso, acção, determinação política”, disse, avisando: “se não o fizermos as próximas gerações acusar-nos-ão, com razão, de não assistência a planeta em perigo”.
Rui Peres Jorge- Jornal de Negócios
rpjorge@negocios.PT

Pedro Mendonça

sábado, 23 de janeiro de 2010

Centenário da República


A nova Praça do Comércio é a principal obra que assinalará o centenário da República (o porquê ninguém sabe).
Será inaugurada em Maio pelo último monarca absolutista europeu e que ali realizará um comício ritualizado para a sua gente.
Somos Cidadãos, Não somos súbditos. Não deveria ser isto que deveríamos estar a comemorar?
Haja decoro...

Pedro Mendonça

sábado, 2 de janeiro de 2010

2009

A Imagem do Ano:
Bernard Madoff condenado a 150 anos de Prisão. A sua imagem representa a fraude e a exploração levada a cabo pelo até aqui "imbatível" capitalismo americano que supostamente nos levaria à felicidade final.
A Frase do ano:
Maria José Nogueira Pinto - "Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos" Sem palavras...
O Acontecimento Nacional do Ano:
Aprovação em Conselho de Ministros do alargamento do Direito de todos os Cidadãos à figura jurídica do Casamento. Apesar de ainda não ser a plenitude de Direitos para todos, é um passo para uma sociedade mais livre e igual perante a lei.
Personalidade Nacional do Ano:
Ricardo Araújo Pereira
Pelas crónicas na Visão e pelo Programa "Esmiúçam os Sufrágios", demonstra definitivamente que é o grande comediante português sem deixar de lutar pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Acontecimento Internacional do Ano:
Pirataria na Costa da Somália. Terrível mas não deixo de sorrir ao ver que que as figuras românticas da minha infância sobrevivam e se adaptam à voragem tecnológica do novo século/milénio.
Personalidade Internacional do Ano (Ex aequo):
Neda Soltan - Jovem iraniana assassinada pela Ditadura Iraniana quando participava em manifestações a solicitar Democracia e Verdade Eleitoral.
Aminatu Haidar - activista em prol da República Árabe Saaráui Democrática e dos direitos humanos que conseguiu através de uma heroica greve de fome, regressar ao seu país.

Pedro Mendonça

terça-feira, 17 de novembro de 2009

+ opinião


O país foi a votos em Outubro, cerca de 55% dos portugueses votaram em partidos que claramente disseram ser favoráveis a casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Os deputados estão claramente mandatados para decidirem esta questão.

A questão da igualdade perante a lei parece já não ser questionada, ah e tal, podia-se chamar nhac em vez de casamento, dizem alguns, mas a verdade é que parece que desta vez a igualdade perante a lei e a separação entre césar e deus está quase a chegar. Os argumentos contra já só passam pelo nome jurídico do contrato... aconselho a pesquisarem os argumentos esgrimidos aquando do passo que se deu ao permitir casamentos apenas no civil. É que no virar do século XIX para o XX os argumentos foram os mesmos... a malta até aceita um casamento sem padre, mas chamem-lhe outra coisa, ok?.

Levanta-se agora a questão que ainda não o é, pois o PS é pela igualdade mas, todos somos azuis, mas há uns mais azuis que outros, pelo que descansem as alminhas de deus, que virá uma cláusula a proibir a adopção.

A questão é pois a adopção e sobre ela tenho a seguinte opinião:

Estamos a falar de crianças institucionalizadas, sem pai nem mãe (ambos têm 3 letrinhas apenas). Acaso alguém pode dizer que são educadas mais equilibradamente num orfanato que com apenas uma mãe, apenas um pai, dois pais ou duas mães? É que sobre a questão das referências é falada como se os seres humanos fossem uma ilha, sem familia, relações sociais, como se vivessem isolados do mundo e que a familia nuclear fosse a única referência no crescimento de uma criança.

A criança vai sentir-se diferente das outras e isso vai afectá-la para sempre, ou será gay ou traumatizada! Eis o regresso do velho argumento que já conhecemos e que foi usado no passado contra os pais divorciados, contra os casamento interraciais e contra as mães solteiras. Neste argumento trata-se de descriminar para salvar da discriminação... como sabemos, os filhos de divorciados, solteiras e pais de étnias diferentes são ou gente sem sentido de familia, ou traumatizados ou vítimas destes progressismos que ninguém sabe onde vai parar.

Por mim, reforço que somos todos iguais perante a lei e que não existe nenhum estudo que diga que uma criança é mais feliz e mais equilibrada numa instituição que com um pai, uma mãe ou um casal que a ame, proteja e prepare para a vida.

Pedro Mendonça

terça-feira, 10 de novembro de 2009


O fim do Muro de Berlim representou simbolicamente o fim da Guerra Fria. Com a derrota das cruéis ditaduras comunistas através também das revoluções de rua os cidadãos de Leste enterraram regimes que não quiseram um socialismo livre, com liberdade além de igualdade, com representatividade, respeito pelas minorias, pelo direito à greve, ao sindicalismo, à liberdade de expressão e obviamente ao multipartidarismo. Com o fim do Muro, parecíamos assistir também ao "fim da história" onde o capitalismo liberal vencia e arrastava consigo a democracia parlamentar para o bem de todos, esta recente crise do capital prova que não é bem assim...

Há vinte anos foi o começo de um mundo novo. É possível ser comunista depois da queda do muro? Sim, claro que sim, se um comunista considerar a sua ideologia como uma religião dogmática, afinal séculos depois da Inquisição ainda existe Igreja católica.
É possível ser capitalista depois da crise sistémica actual? Sim, claro que sim, não só pela razão do comunista continuar comunista, como pela razão de o capitalismo ser mais mutável, adaptável a novas realidades, mas a questão não deveria ser mitigar os problemas destes sistemas que controlaram o século XX, deveria ser o bem geral, sem proteger os dogmas que o afectam.

Considero que a queda do muro da vergonha, representa um oportunidade para o Socialismo e não mais o Comunismo se apresentar como contraponto ao Capitalismo. Só em Liberdade com Igualdade, só respeitando as diferenças e os direitos humanos se pode tentar transformar a sociedade e não administrar uns analgésicos às dores que o capitalismo e o Comunismo provocam ou provocaram nas sociedades.

Do lado da Esquerda não soviética e anti-estalinista, há uma mudança que se vai construindo em Portugal com o BE, em França com a Liga anti-capitalista, na Alemanha com o Die Linke, na Grécia e em vários países de Leste da Europa... e do lado da Direita há algo novo ou continuam a dar-nos os valores católico com uma mão e os cifrões da bolsa com a outra?

Ontem festejei o fim daquela aberração histórica, festejei porque sou de Esquerda e para mim nada se constrói contra a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.

Pedro Mendonça

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A República


Comemorar a instauração da República é comemorar o dia em que os portugueses quiseram deixar de ser súbditos para passarem a cidadãos.

A República Portuguesa tem tido períodos brutais, obscuros, tontos e óptimos, mas os eleitos pelos cidadãos têm obrigação de, em nosso nome, comemorar o 5 de Outubro.

Já comentei que, no Cartaxo, o Bloco de Esquerda foi quem o quis fazer. O PSD e parte do PS foram contra, mas acabaram por se abster. O 99º aniversário desse dia histórico só foi, e mal, celebrado pela Assembleia Municipal, porque votaram a favor da proposta o Bloco, a CDU e parte do PS.

A nível local foi isto, uma tristeza sem música nem hastear da bandeira, sem presidente da Câmara nem vereadores e uns poucos eleitos pelo centrão, pois nem os principais candidatos do PS ou PSD se dignaram a aparecer.

A nível local, espero conseguir que o Cartaxo comemore com Festa os 100 anos da República Portuguesa para o ano.

A outro nível, o Presidente da República, decidiu esfrangalhar as comemorações, não discursou na varanda onde foi proclamada a república e não acha bem falar de ética republicana em campanha eleitoral. Não percebeu que a República é mais importante que ele e que a República não é património de uma facção política, mas de todos os portugueses.

"Deixemos o Sr Presidente terminar o seu mandato com dignidade."

é o que apetece repetir.

Pedro Mendonça

domingo, 27 de setembro de 2009

enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar.

CONCELHO DO CARTAXO

PS
38,47%
4.814 votos

PSD
20,78%
2.600 votos

BLOCO DE ESQUERDA13,46%
1.684 votos

CDU
10,15%
1.270 votos

CDS/PP9,67%
1.210 votos

PCTP/MRPP1,48%
185 votos
 
Pedro Mendonça

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Para o Grande Luis Duarte

Quem nos conhece sabe o prazer que temos numa boa discussão política e ou social. Somos Democratas e um pouco sarcásticos.
Para a ala direita e conservadora deste blogue, um presente da ala socialista e progressista.
:-)





Pedro Mendonça

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O JOGO

Desafio aos leitores e bloguers da Revista Dada:

Vamos apostar nos resultados das eleições?
Proponho que escrevamos na caixa de comentários deste post até às 23h59 de sexta-feira as nossas apostas quer percentualmente, quer em número de deputados (para os mais fanáticos das previsões).
Regras: conta a última aposta, ou seja, podemos mudar a nossa aposta até essa data. Todos podem participar e o prémio é a satisfação de ter sido quem mais próximo esteve do resultado final. Não é necessário apostar na abstenção, brancos ou nulos porque não contam para a distribuição final dos resultados.

Começo eu (mas de certeza que mudarei):

PS
35,0 %
98 Deputados
PSD
32,5%
83 Deputados
BE
10,5%
18 Deputados
PCP
9,0%
16 Deputados
CDS
8,0%
15 Deputados
Outros
5%
0 Deputados

Pedro Mendonça

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Jefferson, esse comuna

O tema da Campanha tem sido o programa do Bloco de Esquerda.
 
Ainda bem que o é, pois é democrático e adulto que se discutam os programas, é neles que se vê as linhas de fundo da acção política. Não falo de pequenos fait-divers, falo das políticas gerais que se pretendem para o país.
 
Sobre a história deste movimento/partido, e respondendo ao de leve (para não quebrar o cessar-fogo declarado unilateralmente pelo Duarte), já muito se escreveu, mas embora criado por elementos do PSR, da UDP e da Política XXI, ao bloco juntaram-se socialistas e social-democratas inspirados em países tão maus e pobres como Suécia ou Noruega, além de gente de esquerda sem ideologia formatada e pronta-a-vestir.
 
De uma vez por todas, o Bloco de Esquerda não acredita na utopia comunista, nem na utopia capitalista. O Bloco não apoia, nem aceita o regime Chinês, Norte-Coreano ou Cubano.
 
O Bloco é um partido democrático parlamentar e europeísta que abomina qualquer ditadura e não tem farois internacionais para se guiar. Queremos ajudar a criar uma alternativa ao Capitalismo, mas uma alternativa que se vá construindo gradualmente. Como exemplo, propomos a Nacionalização da GALP e da EDP e de mais nada, e estas empresas apenas pelas razões já explicadas diariamente pelo Francisco Louçã. Acaso estamos contentes com o Estado a que isto chegou? Senão estamos, porque é que nos conformamos? Porque não procuramos algo melhor? O Bloco procura e sabe que infelizmente a solução não nem o capitalismo, nem o comunismo.
 
Tudo o resto é a agitação natural dos meios conservadores face ao crescimento do progressismo.
 
Pedro Mendonça

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

mudança

Caro Yang,

Antes demais obrigado pela música, é linda e espero que as ensines aos meninos.

Afirmas: Caso o Estado priorize a poupança, também deve usar deduções para favorecê-las.
Afirmo: Não se apoia a poupança, apoia-se o negócio na saúde e na segurança social.

Acredito na revolução pelo voto, gradual mas com mudanças profundas na forma como organizamos a nossa vida colectiva, sem comunismos nem amanhãs que cantam e sem este mercado utópico de santos e capitalistas, mas sim com efectiva vontade de mudar a forma como vivemos.

clica para ouvires uma música também no registo da tua. De Liberdade.

Pedro Mendonça

Elogio do Egoísmo?


O fim gradual dos benefícios fiscais propostos pelo Bloco de Esquerda, pode ser impopular mas não deixa de ser justo.

Há que quebrar o círculo vicioso que incentiva fiscalmente a fuga dos serviços públicos e não permite a sua expansão na saúde ou educação onde reina a lógica do mercado, onde o a escolha por exemplo dos dentistas ou manuais escolares se faz pela carteira.

Eu troco os benefícios fiscais a despesas privadas por manuais escolares e por dentistas gratuitos no SNS.

Quem ganha o salário médio (cerca de € 700) percebe a proposta e quem mais ganha tem de escolher entre o elogio do Egoísmo ou uma Sociedade mais Justa e Solidária.

Pedro Mendonça

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Declaração de interesses

Como o Luís Duarte, também devo fazer uma declaração de interesses:

Sou cabeça de lista à Assembleia Municipal do Cartaxo pelo Bloco de Esquerda.
Sou aderente (militante) do Bloco de Esquerda.
Sou Republicano, Laico e Socialista.
Sou optimista e acredito que podemos todos construir uma sociedade melhor.

Pedro Mendonça

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sobre os Moralismos na Hora do Voto!

Está na hora de eleger um Presidente para o Mundo, o seu voto é determinante. Apenas sabe os seguintes dados sobre os três principais candidatos:

O candidato A está associado a políticos corruptos e consulta astrólogos. Tem duas amantes. Fuma como uma chaminé e bebe oito a dez martinis por dia.

O candidato B já foi destituído duas vezes, dorme até ao meio-dia, fumava ópio na escola e bebe um quarto de litro de whisky todas as noites.

O candidato C é um herói de guerra condecorado. É vegetariano, ocasionalmente toma uma cerveja e nunca teve casos extraconjugais.

Entre esses três candidatos, qual escolheria?
(responda honestamente)

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Veja agora a chave:

O candidato A - Franklin D. Roosevelt

O candidato B - Winston Churchill

O candidato C - Adolf Hitler


Pedro Mendonça