...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".
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terça-feira, 6 de março de 2012

1 PRÓ KUSTURICA, POR FAVOR



A vida é como um cinema multiplex, onde entramos às escuras.
Há quem tenha direito a uma longa-metragem, outros vêem umas curtas.
Uns sentam-se em sofás reclináveis na sala VIP, outros ganham torcicolos na primeira fila.
Pode sair uma mega-produção cheia de efeitos especiais, ou uma película de baixo orçamento.
A uns calha em sorte um remake, a outros um argumento original.
Uns assistem a um épico galardoado, outros têm direito a uma primeira-obra introspectiva, que só interessa aos actores e parentela em 1º grau.
A uns cabe uma comédia romântica que se esquece quando aparecem os créditos finais, a outros um musical, a outros um dramalhão, a outros ainda um filme de terror.
Há quem consiga trocar de sala no intervalo, por sorte (ou azar), à custa de muito garimpar ou com uma cunha do Coronel Silva ou, mais eficaz, do senhor da lanterninha.
Ao acender das luzes, uns escondem os kleenexes, outros discutem o final (e nem sempre os maus são punidos), aqueloutros dão o tempo por bem gasto e há ainda quem não tenha percebido o filme - por culpa própria, dos ruidosos trituradores de milho frito ou do gigantone da fila da frente.
Se ainda for a tempo de escolher a sessão, eu cá queria o bilhete dum Kusturica e embarcava numa paródia bem musicada.

colecção da JOHN KOBAL FOUNDATION
 1921 Charlie Chaplin e Jackie Coogan (em The kid, C. Chaplin Productions), autor desconhecido
 1925 Buster Keaton, Arthur Rice
1925 Stan Laurel e Oliver Hardy, Lamsing Brown 
 1929 Greta Garbo (em Anna Christie, MGM), Clarence Sinclair Bull
 1931 Boris Karloff (em Frankenstein, Universal), Roman Freulich
1933 John Weissmuller (em Tarzan o Homem Macaco, MGM), Clarence Sinclair Bull
 1933 Jean Harlow (MGM), George Hurrell
1935 Katherine Hepburn, Ernest Bachrach
1935 Irmãos marx (MGM), Ted Allan
1936 Ginger Rogers e Fred Astaire (em Ritmo Louco, RKO), John Miehle
1939 Margareth Hamilton (em Feiticeiro de Oz, MGM), Virgil Apger
1939 Vivien Leigh (em E tudo o vento levou, MGM), Fred Parrish
1941 Ingrid Bergman (RKO), Ernest Bachrach
1941 Marlene Dietrich (em Manpower, Warner Bros.), Laszlo Willinger
 1946 Rita Hayworth (em Gilda, Columbia Pictures), Robert Coburn
1948 Elizabeth Taylor (MGM), Clarence Sinclair Bull
1950 Marlon Brando (em Eléctrico chamado Desejo, Warner Bros.), John Engstead
1953 James Dean (em A Leste do Paraíso, Warner Bros.), autor deconhecido
1955 James Dean (em Fúria de viver, Warner Bros.), Floyd McCarthy 
 1953 Marilyn Monroe (em Como se conquista um Milionário, 20th Century Fox), autor desconhecido
1956 Audrey Hepburn (em Cinderela em Paris, Paramount Pictures), Bud Fraker
1958 Alfred Hitchcock e o leão da MGM, Clarence Sinclair Bull

1961 Audrey Hepburn (em Breakfast in Tiffany's, Paramount), autor desconhecido

quarta-feira, 23 de março de 2011

ELIZABETH TAYLOR HAS LEFT THE BUILDING


Volta não volta, recebo notícias do Público no telemóvel, ontem foi a da morte do Artur Agostinho, hoje foi a da Liz Taylor (17/2/1932-23/3/2011) – espero não ter que pagar o obituário -, a mulher com lábios delineados, sobrancelhas azeviche e com os olhos violeta mais bonitos do mundo.
A geração seguinte já só conhece uma senhora idosa, sempre ornada com enormes jóias, que coleccionou em quantidade e qualidade, pelas suas ocasionais aparições, pelo combate à SIDA (que ganhou visibilidade quando lhe levou um grande amigo, Rock Hudson) ou pela amizade com o Michael Jackson.
Eu lembro mais, uma actriz sensual, uma diva cabeça-de-cartaz de muitos dos melhores filmes das décadas de 50 e 60: começou a filmar aos 10 anos, fez os primeiros filmes da Lassie, Quo Vadis (um pequeno papel de prisioneira cristã na arena), Ivanhoe, A rapariga que tinha tudo, O Gigante (com James Dean), gata em Telhado de Zinco Quente, Quem tem medo de Virgínia Woolf? (pelo qual recebeu um de 3 óscares), Cleópatra (tendo sido a primeira mulher a receber 1M.USD por uma película). E, muito mais tarde, já com passe sénior para a carris, os Flinstones.
Curiosamente, a imagem que tenho dos seus papéis, sempre histérico-descompensados (mas eram todos um tanto teatrais, nesse tempo), é doutra actriz, Vivien Leigh, em E Tudo o Vento Levou.
Fora de cena, ficam na história os seus 8-oito-8 casamentos, 2 deles com Richard Burton, e o quadro de Andy Warhol tipo latas-campbell (não lhe faz justiça!), que foi a leilão no final de 2010: o preço previsto era de 8-10 M.USD, mas subiu até aos 50 milhões.
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