| Partida da corte de D. João VI, 29-11-1807 (Henry L'Évêque, 1815) |
"Para certos republicanos a República tem sido um pé de cabra com que vêem aumentando os seus haveres." Senador João de Freitas, histórico republicano, in Boletim parlamentar do Senado, 11-06-1913
sexta-feira, 28 de março de 2014
EXPRESSIONS POPULAIRES
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
OS SINÓNIMOS NÃO SÃO IGUAIS
Liguei hoje a um amigo, 'olha, o zé acabou de me dizer que o teu pai morreu ontem, quis dar-te um abraço'. Ainda não tinha acabado o curto telefonema, tipo toca-e-foge (que mais há a dizer?), e pensei na minha escolha vocabular: falecer e morrer são sinónimos, mas têm cargas distintas, a primeira palavra é mais romba e segunda é mais afiada, embora ambas 'cortem' (até foneticamente, o 'ele' embala, enquanto o 'duplo erre' corrói).
Pois, funeral e enterro, luto e nojo, ou mudando de agulha, vencido e derrotado, ignorante ou néscio, têm o mesmo significado e não querem dizer a mesma coisa.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
ONOMÁSTICA ELEITORAL
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
CARTILHA MATERNAL

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
RÉPLICA
O Luís traz Viegas, eu trago Villaret e Ary, mas não o que queria: o menino de sua mãe de Fernando Pessoa dito por Villaret foi agora retirado do youtube e não consegui encontrar na net o grande "poeta castrado não" dito pelo seu autor Ary, fica o fado falado e uma declamação inflamada no prec.
A net tem quase tudo.
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegar a poesia
quando ela nos envenena.
Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:
Da fome já não se fala
é tão vulgar que nos cansa
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?
Do frio não reza a história
a morte é branda e letal
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?
E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
Um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia!
Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!
Ary dos Santos



