'Havia que governar «tendo em conta esse sentimentalismo doentio a que nós estamos habituados a chamar bondade». O que obrigava a ditadura a «ser calma, generosa, um tudo-nada transigente, vagarosa até»: «vamos devagarinho. Passo a passo». Nem outro ritmo ou energia haveria de carecer o ideal de mediania, o «viver habitualmente», essa aurea mediocritas que o ditador definia como a felicidade possível e conveniente para as aspirações dos portugueses, como «a imagem da pátria que se traz no coração»: «uma casa branca, cheia de sol, num quintal cuidado, em que a vida é pacífica, alegre, operosa e digna».'
Fernando Rosas in Salazar e o Poder. A arte de saber durar, p.175
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