...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

terça-feira, 25 de março de 2014

EU TIVE UM SONHO


Eu tive um sonho. Sonhei que a democracia era mesmo representativa, e que, em vez de advogados, macro-economistas, consultores e avençados em partidos, a assembleia da república tinha professores, funcionários públicos, pequenos empresários, reformados, trabalhadores fabris e desempregados - todos com prazo fixo de retorno às suas vidas.
Acordei assustado: os deputados eram bem menos alheios às consequências das suas medidas, mas havia de ser bonita a cacofonia, ninguém se entendia ou chegava a qualquer consenso criador, dadas as suas divergências insanáveis...
Depois veio o alívio: essa ideia (um corporativismo sem bolor) é tão surreal como cavalos alados, grilos falantes e pedras rolantes. E tão gira.

quinta-feira, 13 de março de 2014

PARA MALES DE AMOR, PRIMA 2

Boulevard Diderot, 1969, Henri Cartier-Bresson
 
- A alma padece de mui variadas formas. Temos os pruridos da dúvida, doença crónica dos filósofos que procuram a certeza; hipertrofias de crenças, mal frequente aos vinte anos; aneurismas de aspirações, muito vulgares em bacharéis formados; icterícias de desespero, nos chefes de família numerosa; fracturas de carácter, nos homens políticos; luxações do senso comum, nos poetas; paralisias de ociosidade, nos empregados públicos; dispepsias de indignação, nos contribuintes; noli me tangere de susceptibilidades, nos deputados flutuantes; convulsões de entusiasmo, em afilhados de ministros; marasmos de desalento, em pretendentes sem protecção; cancros de exigências, em diplomatas indispensáveis; epilepsias de ciúmes, nos maridos; e as cataratas de amor, em...
- É a doença de Carlos, é a doença de Carlos.
Carlos moveu-se com impaciência.
- Pois é terrível doença - continuou o orador. - Vejamos. Causas: - É hoje inquestionável que esta espécie de cegueira procede de ordinário da exposição do doente ao fogo e esplendor de uns olhos e ao hálito embalsamado de uns lábios de mulher. Para evitar o contágio, construíram-se em tempos vários estabelecimentos higiénicos  que chamaram conventos. (...)
- Os sintomas são variados. Em geral o doente tem fisionomia de parvo característica; no intervalo dos acessos cai em uma espécie de beatífica idiotia, da qual nem os cáusticos o arrancam. Nos paroxismos chega a arrepelar os cabelos, a amarrotar o colarinho, a soltar gritos, que bolem com a vaidade dos tigres, e a arrulhar de maneira que causa o desespero dos pombos. Nos casos mais fortes, a doença toma um carácter de malignidade e o doente faz-se poeta. Nesse estado, o médico perde as esperanças e reclama os sacramentos... do matrimónio.
- E o tratamento? E o tratamento? - perguntaram alguns, rindo.
- A higiene é tudo, meus amigos; mal vai se a profilaxia não atalhou a moléstia.(...) Recomendo a gastronomia, porque as funções do estômago e do coração são antagonistas.
Júlio Dinis, Uma Família Inglesa   

sexta-feira, 7 de março de 2014

PORTUGAL É NOSSO!?

Carte des Royaumes de Congo, Angola et Benguela Avec les Pays Voisins. 1754, Jacques Bellin
'A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez
de produzir riqueza, produz ricos.' Mia Couto

Não me passava pela cabeça vir a comprar um livro escrito a seis mãos, sendo duas delas as de Francisco Louçã. Explicação, tirando uns parágrafos com uma prosa mais ideológica, podia ser escrito por Paulo Morais, José Gomes Ferreira ou qualquer jornalista paciente... que não trabalhe no Sol, no I, na Sábado, no Correio da Manhã, no Jornal de Negócios, no JN, no DN, no Record, n' O Jogo ou na TSF - publicações com accionistas angolanos (sobra a Impresa, onde já têm um pézinho de 3,21%, e o Público de Belmiro, agora agarrado a Isabel dos Santos na Zon-Optimus e no Continente Angola).
Não que 'Os donos angolanos de Portugal' traga alguma cacha, 'apenas' desfaz longas meadas dum intrincado novelo, identificando os donos do dinheiro angolano e os seus interlocutores lusitanos.
Não é que sejam muitos, dum lado ou de outro: do lado de lá, a família e a corte restrita de José Eduardo dos Santos, com generais, brigadeiros, membros das suas casas civil e militar, vice-presidentes e ministros em funções; do lado de cá, a banca, umas dezenas endogâmicas de políticos contratados para a constelação empresarial luso-angolana (assim como o procurador do DCIAP responsável por inquéritos relacionados com Angola...) e grandes empresários* que precisam de financiamento ou querem instalar-se em Angola e têm que oferecer metade do negócio a 'parceiros' locais - não é preciso escolher muito, é um número reduzido.
Já a entrada em bancos, petrolíferas, jornais, a editora Babel, conserveiras (Bom Petisco e Pitéu), quintas vinícolas, clubes de futebol (o Sporting e os 2 Vitórias), empresas de telecomunicações, o terminal portuário de Setúbal, construtoras, cerâmicas (pobre Viúva Lamego) e no estúdio da Tobis, deve-se ao enriquecimento alquímico**: que fazer aos muitos milhões gerados por Santos & associados (nas palavras do PR, uma 'acumulação primitiva de capital' que deve ser adequada à realidade africana), precavendo a hipótese do poder político fugir de controlo, quanto Santos arrumar as botas? Não basta empilhá-los num cofre, as contas bancárias podem sempre ser congeladas. Procure-se um país carente de capital, arranjam-se umas pechinchas (que ainda conferem alguma respeitabilidade), a fortuna é reciclada/legitimada e o pé-de-meia está protegido.
Não sei qual o termo adequado, cleptocracia, oligarquia ou partidocracia. Certo é que a leitura é um pouco nauseante, e faz lembrar aquela história do 'parece m..., cheira a m..., sabe a m..., ainda bem que não pisei'.
Lê-se numa penada.

* O mais calejado é Américo Amorim, que tem uma receita infalível, é sócio da filha do PR angolano no BIC, e partilha o Banco Único com o filho do PR moçambicano.
** Exemplo de contas esquisitas: diz o FMI que, entre janeiro e outubro de 2011, apenas 1/4 dos lucros da Sonangol (a nave-mãe) entrou no tesouro angolano, o destino do resto teve uma explicação tão sumária quanto insuficiente. 
  









quinta-feira, 6 de março de 2014

ALEXANDRE O'NEILL III. SENTENÇAS DELIRANTES...

Gerard Castello Lopes, Lisboa 1957

Sentenças delirantes dum poeta para si próprio em tempo de cabeças pensantes

1
Não te ataques com os atacadores dos outros.
Deixa a cada sapato a sua marcha e a sua direcção.
O mesmo deves fazer com os açaimos.
E com os botões.         
 
2
Não te candidates, nem te demitas. Assiste.
Mas não penses que vais rir impunemente a sessão inteira.
Em todo o caso fica o mais perto possível da coxia
.
 
3
Tira as rodas ao peixe congelado,
mas sempre na tua mão.
Depois, faz um berreiro.
Quando tiveres bastante gente à tua volta,
descongela a posta e oferece um bocado a cada um.
 
4
Não te arrimes tanto à ideia de que haverá sempre
um caixote com serradura à tua espera.
Pode haver. Se houver, melhor...
Esta deve ser a tua filosofia.
 
5
Tudo tem os seus trâmites, meu filho!
Não faças brincos de cerejas
sem te darem, primeiro, as orelhas.
Era bom que esta fosse, de facto, a tua filosofia.
 
6
Perguntas-me o que deves fazer com a pedra que
te puseram em cima da cabeça?
Não penses no que fazer com. Cuida no que fazer da.
É provável que te sintas logo muito melhor.
Sai, então, de baixo da pedra.
 
7
Onde houver obras públicas não deponhas a tua obra.
Poderias atrapalhar os trabalhos.
Os de pedra sobre pedra, entenda-se.
Mas dá sempre um «Bom dia!» ao pessoal do estaleiro.
Uma palavra é, às vezes, a melhor argamassa.
 
8
Deves praticar os jogos de palavras, mas sempre
com a modéstia do cientista que enxertou em si mesmo
a perna da rã, e que enquanto não coaxa, coxeia.
Oxalá o consigas!
 
9
Tens um glorioso passado futurível,
mas não fiques de colher suspensa,
que a sopa arrefece
.
 
10
Se tiveres de arranjar um nome para uma personagem
de tua criação, nunca escolhas o de Fradique Mendes.
A criação literária não frequenta o guarda-roupa,
muito menos quando a roupa tem gente dentro.
 
11
Resume todas estas sentenças delirantes numa única
sentença:
Um escritor deve poder mostrar sempre a língua portuguesa.
 
Alexandre O'Neill, A Saca de Orelhas

ALEXANDRE O'NEILL II. UM ADEUS PORTUGUÊS

Joshua Benoliel, 1912

Nos teus olhos altamente perigosos
vigora ainda o mais rigoroso amor
a luz dos ombros pura e a sombra
duma angústia já purificada

Não tu não podias ficar presa comigo
à roda em que apodreço
apodrecemos
a esta pata ensanguentada que vacila
quase medita
e avança mugindo pelo túnel
de uma velha dor

Não podias ficar nesta cadeira
onde passo o dia burocrático
o dia-a-dia da miséria
que sobe aos olhos vem às mãos
aos sorrisos
ao amor mal soletrado
à estupidez ao desespero sem boca
ao medo perfilado
à alegria sonâmbula à vírgula maníaca
do modo funcionário de viver

Não podias ficar nesta casa comigo
em trânsito mortal até ao dia sórdido
canino
policial
até ao dia que não vem da promessa
puríssima da madrugada
mas da miséria de uma noite gerada
por um dia igual

Não podias ficar presa comigo
à pequena dor que cada um de nós
traz docemente pela mão
a esta pequena dor à portuguesa
tão mansa quase vegetal

Mas tu não mereces esta cidade não mereces
esta roda de náusea em que giramos
até à idiotia
esta pequena morte
e o seu minucioso e porco ritual
esta nossa razão absurda de ser

Não tu és da cidade aventureira
da cidade onde o amor encontra as suas ruas
e o cemitério ardente
da sua morte
tu és da cidade onde vives por um fio
de puro acaso
onde morres ou vives não de asfixia
mas às mãos de uma aventura de um comércio puro
sem a moeda falsa do bem e do mal

Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti

Alexandre O'Neill

ALEXANDRE O'NEILL I. PORTUGAL

primeiro dia de escola, 1936, desc.

Ó Portugal, se fosses só três sílabas,
linda vista para o mar,
Minho verde, Algarve de cal,
jerico rapando o espinhaço da terra,
surdo e miudinho,
moinho a braços com um vento
testarudo, mas embolado e, afinal, amigo,
se fosses só o sal, o sol, o sul,
o ladino pardal,
o manso boi coloquial,
a rechinante sardinha,
a desancada varina,
o plumitivo ladrilhado de lindos adjectivos,
a muda queixa amendoada
duns olhos pestanítidos,
se fosses só a cegarrega do estio, dos estilos,
o ferrugento cão asmático das praias,
o grilo engaiolado, a grila no lábio,
o calendário na parede, o emblema na lapela,
ó Portugal, se fosses só três sílabas
de plástico, que era mais barato!
*
Doceiras de Amarante, barristas de Barcelos,
rendeiras de Viana, toureiros da Golegã,
não há “papo-de-anjo” que seja o meu derriço,
galo que cante a cores na minha prateleira,
alvura arrendada para o meu devaneio,
bandarilha que possa enfeitar-me o cachaço.

Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós…

Alexandre O'Neill (1924-86)
Feira Cabisbaixa, 1965

terça-feira, 4 de março de 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

VAI-SE ANDANDO

 
A maioria das sondagens não surpreende, antes confirma o que já julgamos saber. A revista do Expresso de 9.11.2013 disseca um inquérito a mais de 1200 indígenas, realizado à volta duma questão, são os portugueses felizes? Dado inicial, Portugal está no 85º lugar, em 156 países, no ranking do último Relatório Mundial da Felicidade da ONU.   
Eis alguns resultados:
- 67,1% diz-se (muito)feliz e 6,7% (muito)infeliz - e, oh, o optimismo desce com a idade. 25,8% dos inquiridos respondeu assim-assim, a recordar o típico vai-se andando (por vezes substituído por um resignado nunca pior), que não é só um 'cumprimento de tarifa', serve para espantar a inveja e a má fortuna, ou ainda para evitar uma resposta demorada, que o interlocutor não pediu. A esse propósito, e da saudade, a revista recorre a Eduardo Lourenço, que disse ter a alma portuguesa uma 'melancolia feliz'.
- 34,3% afirma que os portugueses são (muito)felizes e 24,9% julga que são (muito)infelizes, i.e., os inquiridos julgam-se mais felizes que os outros.
- 43,8% acha que o dinheiro que possui não chega para ser feliz e 39,1% diz que bastaria ter mais dinheiro para ter a felicidade que deseja. Porém, o dinheiro (2,9%) é ultrapassado pela saúde (87,9%) e pelo amor (8,7%) como o factor mais importante para a felicidade da amostra.
- acerca da hipótese que os deixaria mais felizes, 33,9% os homens e 42,2% das mulheres escolheu ter filhos felizes e saudáveis, enquanto 17,8% dos homens e 9,3% das mulheres preferiu um emprego de que gostem e ganhem bem (saúde e um relacionamento feliz foram opções com resultados similares para ambos os sexos, com cerca de 33% e 12%)
- quanto à fase em que se é mais feliz, a opção maioritária das mulheres foi a infância (29%) e dos homens foi a etapa dos 20 anos (24,4%) - ramboia!
- 17,4% acha dá mais felicidade definir objectivos, 33,5% lutar por eles, 23,8% alcançá-los e 17,3% saboreá-los (a resposta certa...).
- sobre o que os deixa logo mais felizes e bem-dispostos, algumas das 17 preferências são estar com filhos e netos (63,7%), falar/estar com amigos (50,7%), fazer sexo (20%, um bissectriz entre 31,4% dos homens e 9,5% das mulheres), ver televisão (16,5%, iupi!), ir trabalhar (12,6%, sem nada melhor para fazer) ou estar sozinho (5,2% de anacoretas).
- 67,7% acham que ter filhos é condição sine qua non para se ser feliz, e 72,8% diz que os filhos nos fazem muito ou estupidamente felizes (desce de 80% no escalão 18-34 anos, para 62% depois dos 65 anos)
- Os problemas dos amigos afecta nada na felicidade pessoal de 8,9% dos inquiridos; os problemas dos familiares afecta nada a felicidade de 5,17% da amostra.
- 33,8% afirmou que o exercício físico regular os deixa (muito)felizes, mas os que ficam infelizes são 22,7%. À parte, 48,6% nunca praticou com regularidade.
- 6,4% acham a beleza muito importante para se ser feliz. Daaaaa.
- 4,8% dos homens e 13,9% das mulheres tomam regularmente ansiolíticos ou antidepressivos, mesmo que, dentro destes, 14,5% ache que fica na mesma e 2,9% pior.
Mais informação: metade do nível de felicidade é genética, 10% deve-se às circunstâncias e o resto a características como o autocontrolo; estudos recentes mostram que muito poucas experiências nos afectam positiva ou negativamente mais que 3 meses.
Como disse, quase tudo expectável, mesmo a quantidade de gente para quem o desporto não traz alegria (como eu os compreendo), a diferença entre marte e vénus, ou o valor atribuído ao dinheiro, mais ou menos revelado, conforme a questão é posta.
Agora, 1 em cada 20 tem a franqueza de admitir que os problemas da família não faz, sequer, uma comichão na sua felicidade... Deve haver muita partilhas mal resolvidas!  
 
 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

ANDREAS GURSKY - ONDE ESTÁ O WALLY?

Pode uma fotografia, passajada a Photoshop, ser vendida por cerca de 3,5 milhões de euros? Pode, pois.
Para chegar lá, é preciso 'complicar': no site do MoMA, dono de algumas das suas obras, o trabalho de Gursky é descrito como uma tensão entre a clareza e natureza formal das suas fotografias e uma intenção e sentido ambíguos nelas representados, chegando a comparar as suas imagens das bolsas de valores com pinturas abstractas expressionistas; a distância do 'momento decisivo' de Cartier-Bresson e a concomitante rejeição da verdade da imagem cândida diz-se, é sublinhada pela manipulação digital das fotografias.
Já o crítico Calvin Tomkins encontrou nas suas imagens XXL 'a aura majestática das paisagens pintadas no século XIX, sem perder o seu imediatismo meticulosamente detalhado de fotografia'. Mai' nada.
Como é habitual, eu não encontro a mesma poesia que os entendidos, mas as composições do alemão, nascido em 1955, provocam um impacto irrevogável. E, em fotografias como as da Coreia do norte, a praia ou a Prada (uma pauta...), consegue-se vislumbrar alguma musicalidade na cenografia, seja nua de pessoas, ou empolada de gente anónima (a lembrar os álbuns do Wally), num caos harmónico.
Os trunfos de Gursky, que o tornaram no fotógrafo mais bem pago do mundo (uma das seis fotografias do Reno bateu todos os recordes, sendo vendida por €3,5 milhões), são uma lente grande angular (com panorâmicas tiradas, amiúde, duma perspectiva mais elevada), máquinas de alta resolução, uma titânica pós-produção, pixel a pixel, à procura do sublime (é reconhecida a adulteração do Bundestag, e suspeitos a largura do prédio de Montparnasse e o alinhamento cromático dos guarda-sóis de Rimini) e impressões de grande formato, oferecendo uma 'impressionante compilação de detalhes numa escala épica' - detalhes (e repetições) dum mundo globalizado, mas apresentados duma forma algo desligada, sem que transpirem as emoções dos 'figurantes'. Na verdade, as imagens são impessoais e a multidão é o ser orgânico: é facto que, visto de longe, temos as emoções duma ameba. 
Enfim, Cartier Bresson está para Gursky como o Dolce Vita para o Matrix. Mas eu gosto de blockbusters.
Pormenor, a colecção BESart inclui Gursky no seu catálogo.

1982. Desk Attendants

1993. Paris Montparnasse

1994. Hong Kong Stock Exchange (díptico)
1995. Dance Valley (Amesterdão)
1996. Prada,I (139.7 x 221.7 cm)
Leiloado em 2006 por £164,800

1996. Untitled III (255.6 x 200.7 cm), MoMA

1997. Prada II (111.8 x 275.3 cm)
Leiloado em 2012 por $782,500 d.
1997. Singapore Stock Exchange (132.1 × 235.6 cm), Guggenheim NY

1998. Bundestag (284×207 cm), Tate Gallery

1999. Klitschko

1999. Rhein II (155.6 x 308.6 cm), MoMA
Leiloado outra fotografia da edição de 6 imagens, na Christie's NY, por $4,338,500 d. a 8.11.2011

1999. Chicago Board of Trade II

1999 Toys 'r' Us (207 x 336.9 cm), MoMA

2000. Kuwait Stock Exchange

2000. Shanghai
 
2001. Madonna I

2001. Loveparade (100 x 242 cm)


2001. 99 cent store II (díptico)
 Leiloado por £2.100.000 in 2007

2002. Untitled XIII (México)

2003. Rimini (297 × 207 cm)
Leiloado a 10.10.2012 por £421,250


2004. Nha Trang (295,5 x 207 cm)
2004. Dior Homme (prova por revelação cromogénea, 187 x 371,3 cm) BESart
2005. Bahrain I (301.9 x 219.7 cm), MoMA

2006. May Day V

2007. James Bond Island II


2007. Pyongyang I (Arirang festival)
50000 figurantes e, nas bancadas, 30000 estudantes com cartões coloridos
Há quem encontre aqui ironia nas caras felizes a festejar um Estado policial e hermético


2007. Pyongyang II (díptico)

2007. Pyongyang IV

2007. Kathedrale I (Chartres)
Uma das pessoas será o realizador Wim Wenders

2007. Kamiokande (observatório subterrâneo de neutrinos, Japão)

2007. Kamiokande

2008. Ohne Titel XV (Untitled XV)


2009. Dortmund (307 x 222.7 cm)

2009. Bibliothek (158.9 × 322.6 cm), Guggenheim NY 

2011. Bangkok IX



Stadium