...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

domingo, 12 de maio de 2013

A VENDER CARNE HÁ MAIS DE 100 ANOS (II)

BUTCHERING FOR OVER 100 YEARS AGO
  
São talhos, senhor, são talhos. Com carcaças perfeitamente alinhadas e simétricas, aventais imaculados e poses sérias, pois tirar uma 'chapa' era um evento, e a imagem contava, hoje como ontem: come-se com os olhos. Poder-se-ia pensar que a carne foi quase toda trazida para a rua, de propósito para a ocasião, mas o facto é que a mercadoria era habitualmente 'exposta' aos fregueses... e às varejeiras.  
 
PORTUGAL
1908, Praça da Figueira (foto Joshua Benoliel)
 
UNITED KINGDOM
 'temos miolos frescos todos os dias', diz a tabuleta
 1888, John Eaton and his traditional Christmas show, Montgomery
 1897 (prov.), butcher's shop at the Pantiles, Tinbridge Wells
Barkaway butchers, Frank Cuningham at left 
 butcher Frank Rogers, Riverhead
 Fraser brothers., Dingwall-Scotland
c. 1900, Barwell's butcher shop, Bury St Edmunds, Suffolk
 c. 1900, Bett's butcher shop, Eastry
 c. 1900, Stevens brothers butcher shop, Cambridge street, London
 c. 1900, butcher shop, Gabalfa road, Llandaff north (Cardiff)
 c. 1900, George Edward Lear Hillier, Guernsey island
 c. 1900. Tolson & co., Kent
 1905, Cambridge st, London
 1905, Collard's butchers, Redcliffe Hill, Bristol
1906, Hammond butchers, Peterborough
1908. Tunbridge Wells butcher shop
 1909, John Hampshire Nettleton's butcher shop, in Ossett
 1910, butcher shop at Camden Road, Tunbridge Wells
 1910, Durrants butcher, Lower Edmonton
 c. 1910, Barcombe
c. 1910, Castle street, Glascow
c. 1920. Brown & co. butcher, Northampton
 
AUSTRALIA
 1878, the butcher, his wife, their twin daughters
and a friend in front of the shop, Victoria
c. 1895, butcher's shop and residence, Caboolture-Queensland
 c. 1910, James Knight's butcher shop in Christchurch (prov. High Street)

NEW ZEALAND
 
 USA e Canadá aqui 


A VENDER CARNE HÁ MAIS DE 100 ANOS (I)

BUTCHERING FOR OVER 100 YEARS AGO

São talhos, senhor, são talhos. Com carcaças perfeitamente alinhadas e simétricas, aventais imaculados e poses sérias, pois tirar uma 'chapa' era um evento, e a imagem contava, hoje como ontem: come-se com os olhos. Poder-se-ia pensar que a carne foi quase toda trazida para a rua, de propósito para a ocasião, mas o facto é que a mercadoria era habitualmente 'exposta' aos fregueses... e às varejeiras.
 
USA
 1875
Reeb's butcher shop, Hornitos-California
c. 1890, Minnesota 
 1896, Johnson Bros. meat market, Hopkins-Minnesota
 c. 1900, Minnesota
 c. 1900, students in a butchering class, Minnesota
irish meat market, c. 1901
 c. 1903-1909, Maxwell street, Chicago
 1904 Dez. Reutter's meat market, Lansing-Michigan
1900s, Chesman Masterman's market, Framingham-Massachussets 
 c. 1905, butcher shop in Watney st., Parkston-South Dakota
 c. 1905, Minnesota
 c. 1905, Nathaniel “Dan” Grosz’s butcher shop in Parkston-South Dakota
 c. 1910, butcher shop, Cambria City-Pennsylvania
 c. 1910, Minnesota
 workers and shoppers outside of 2 butcher shops, each one
serves different ethnic groups Cambria City-Pennsylvania
 early 1900s, William Carlson butcher, Minnesota
 
CANADA
 c. 1890, butchers shop, Vancouver
 1890s, Lawrence Goodacre's butcher shop at Christmas, Vancouver
 1898, Braden & Co. butcher shop, Cordova St, Vancouver
  1910, William Davies store, Toronto
 1915, civic abattoir, Toronto
 1918., butcher shop, Vancouver
Pare meat market, Bedford, Quebec

UK, Austrália e N. Zelândia aqui

quinta-feira, 9 de maio de 2013

RAIDE EM LONDRES


Londres não se conhece em 5 dias, é como ir ao Rossio e ver a Betesga. Há partes que podem ser aceleradas, tipo já que estamos aqui podemos ir ver uma coisa àquela rua, mais outra à paralela e depois aqueloutra a 2 quarteirões, sempre em ritmo de marcha, usando uma máquina digital como pica-bilhetes.
Mas há outras coisas que demoram, as obras de arte vêem-se duas vezes, antes e depois da legenda, depois de sabermos que o quadro demorou 4 anos, como se vê na moda dos vestidos de 2 figurantes, que van Eick escreveu ‘eu estive aqui’ no seu casamento dos Arnolfini, ou quem são as ‘fantasmas’ que o artista apagou. 
O melhor é seguir umas regras. Primeiro, fazer o T.P.C.: comprar um guia e ver o mapa; saber o que há, onde está, quanto custa e a que dias e horas está aberto; fazer opções de visita (o mais penoso) e distribuí-las pelos dias, com espaço para acomodar detours; marcar 1 hotel acessível (nos 2 sentidos). E é preciso gerir interesses divergentes: um associa férias a museus, outro a piscina, outro a english breakfasts e o último a brinquedos. Segunda regra, madrugar, para aproveitar o tempo todo.
Há 2 ou 3 museus que não se podem perder – são gratuitos, tirando as exposições temporárias (e que exposições, por estes dias: Lichtenstein no Tate Modern, Sebastião Salgado no História Natural, Pompeia no Britânico), vivem de donativos e ainda conseguem ir adquirindo novas obras – mas não passa de um raide: o museu de história natural tem cerca de 70 milhões de objectos e o museu britânico tem cerca de 8 milhões de objectos, por exemplo.
A visita a este último começa com espanto e acaba em náusea: lá está o fruto duma pilhagem massiva e sistemática doutros povos: são dezenas de múmias, a pedra da roseta, parte do mausoléu de halicarnasso (1 das 7 maravilhas da antiguidade), a barba da esfinge de Gizé, estátuas gigantescas arrancadas a templos astecas, assírios e gregos, um dos gigantes da Ilha da Páscoa, a frontaria completa do parténon (que os gregos ainda há pouco exigiram de volta), com um insultuoso agradecimento ao Lorde Millbanks ‘que nos ofereceu estas esculturas’.
Quanto à National Gallery e ao Tate Modern, complementam-se temporalmente, com o crème de la crème da pintura universal. Continua a surpreender-me algum topete na arte mais recente, como uma tela de Cy Twombly, com trinchadelas vermelhas que demoraram 2 anos a fazer, ou um simples espelho colado numa tela, intitulado ‘untitled painting’, feito pela dupla Baldwin e Ramsden – um teve a ideia, o outro comprou a cola, se calhar. Presença portuguesa, um possível retrato holandês de Damião de Góis na NG, e um Vieira da Silva no TM. 
Quanto à arquitectura, os edifícios mais antigos datam do século XI (antes, era tudo de madeira) e são poucos, porque a maioria ardeu várias vezes – só a catedral de S. Paulo vai na 4 ou 5ª versão, à pala disso – , e coexistem com arranha-céus espelhados e gruas, a cidade é um estaleiro.
Surpresas, a água quente nas torneiras públicas, a quantidade de pessoas de fato e gravata (de bicicleta), as dezenas de peças de teatro em cartaz, os auto-pagamentos (os jornais e os catálogos estão à disposição, confia-se que deixemos o dinheiro, fosse cá…) e a falta de chuva – a previsão ‘light rain shower’ foi manifestamente exagerada, não caíu uma gota.  
Quem for em família e não conseguir entrar num pub, esborrachando o nariz na montra, como um miúdo numa loja de doces, sempre pode fazer uma breve e solitária escapada ao Coach & Horses, antes de fechar, enquanto alguém (justificando um agradecimento nos créditos finais) deita as crianças.
Última nota, Londres não parece tão caro como dizem… até fecharmos as contas.
 
combóio Stansted-Londres
 

Cy Twombly 2006-8 (Tate Modern)

Tower green (Tower of London)

Legoland, Windsor

Castle of Windsor

Windsor

London Eye


Houses of Parliament
 
Cartaz na St. James Church, Piccadilly

Escultura do Mausoléu de Halicarnasso (British Museum)

Pub no Soho

Glyptodont (Natural History Museum)
 
Dodos (Natural History Museum)
o último melããão!!!

esqueleto de cobra (Natural History Museum)

hall principal do Natural History Museum

Portobello road, Nottingham hill

London Eye

bandeira do Foreign and Commonwealth Office

St. James park

Horseguard, Horsehold cavalry

cadáver de cão, exposição Vida e morte em Pompeia e Herculano
British Museum