"Para certos republicanos a República tem sido um pé de cabra com que vêem aumentando os seus haveres." Senador João de Freitas, histórico republicano, in Boletim parlamentar do Senado, 11-06-1913
quinta-feira, 25 de abril de 2013
HOJE É FERIADO PORQUE, HÁ 39 ANOS, ...
... as pessoas começaram a ter liberdade, derrotaram o Salazar, já não há ditadura, houve a revolução dos cravos e dos capitães, o Zeca Afonso cantou o Grandola Vila morena que representa o 25 de abril.
Gustavo, 9 anos
... a população revoltou-se contra a ditadura. No dia 25 de Abril de 1974, passou uma música que se chamava "E depois do Adeus" para todos os quartéis do país se prepararem. Passado pouco tempo passou uma música que se chamava "Grândola Vila Morena" para as tropas saírem dos quartéis. O capitão que estava encarregue de prender o primeiro-ministro e o presidente da república era Salgueiro Maia.
Passou a haver liberdade para falares e escolheres o governo.
Inês, 11 anos
Gustavo, 9 anos
... a população revoltou-se contra a ditadura. No dia 25 de Abril de 1974, passou uma música que se chamava "E depois do Adeus" para todos os quartéis do país se prepararem. Passado pouco tempo passou uma música que se chamava "Grândola Vila Morena" para as tropas saírem dos quartéis. O capitão que estava encarregue de prender o primeiro-ministro e o presidente da república era Salgueiro Maia.
Passou a haver liberdade para falares e escolheres o governo.
Inês, 11 anos
segunda-feira, 22 de abril de 2013
STEVE MCCURRY, A ELOQUÊNCIA DO OLHAR
ELOQUENCE OF THE EYE
Sanaa, Yemen
Omo Valley, Ethiopia
Afghan refugee in Baluchistan, Pakistan
Peshawar, Pakistan
MONSOON
Indonesia
Porbandar, India
One afternoon I spotted this man walking down the middle of the street with the sewing machine on his shoulder. He was a tailor and the sewing machine represented his livelihood. Unfortunately, the machine was ruined, but when the picture appeared on the cover of the National Geographic Magazine, the machine's manufacturer sent him a new one.
POWER OF PLAY
Afghanistan
SUNRISE SUNSET
Ethiopia
TWO BY TWO
India
Kamdesh, Afghanistan
HOME AGAIN
Macedonia
Morocco
A WORLD OF PRAYER
USA
THE LIFE OF THINGS
Italy
?
China
A PARÓDIA DO BORDALLO: ZOOLOGIA
'Os portuguezes são essencialmente conservadores. Por muito que esta opinião
possa surprehender o nosso collega Magalhães Lima, não é menos certo que se nós
mudamos com frequencia de fato, nos recusamos obstinadamente a mudar de idéas,
o que faz com que em Portugal a fortuna sorria mais aos alfayates como o Sr. Amieiro
do que aos evangelistas como o Sr. Theophilo Braga.'
Assim começa o 1º dos 155 números d' A Paródia, nas bancas entre janeiro de 1900 e dezembro de 1902 (houve ainda um suplemento no mês seguinte), como digno sucessor do álbum de caricaturas O António Maria (1879-85; 1991-98), uma publicação que não podia ser ressuscitada, porque 'ficou pertencendo a uma epocha que desapareceu'.
Nesse texto inaugural, os seus proprietários/caricaturistas - Raphael Bordallo Pinheiro e o seu filho Manoel Gustavo - avisam ao que veem: 'A Parodia é a caricatura ao serviço da grande tristeza pública. É a Dança da Bica no cemitério dos Prazeres.'
A hemeroteca digital da câmara de Lisboa acaba de digitalizar as edições todinhas d' A Paródia (http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/Periodicos/AParodia/AParodia.htm), pelo que está de parabéns.
O mais interessante, no périplo pela colecção, é descobrir a sua actualidade - lá está o rotativismo, o défice, a dívida -, a mesma das as farpas de Eça e de Ortigão. Parece que nada muda, só os fatos.
Eis algumas capas zoológicas.
sábado, 20 de abril de 2013
MAGISTER DIXIT
NÃO TENHO TODAS AS RESPOSTAS,
NEM SEQUER TODAS AS PERGUNTAS.
MUITA GENTE DIZ QUE ACREDITA EM DEUS
MAS NÃO NOS PADRES. E... FAZEM MUITO BEM.
MUITOS DE NÓS PADRES
NÃO MERECEMOS QUE ACREDITEM EM NÓS.
O PASTOR QUE SE ISOLA
NÃO É UM AUTÊNTICO PASTOR DE OVELHAS,
MAS SIM UM PENTEADOR DE OVELHAS, QUE PASSA O TEMPO A
FAZER-LHES CARACOLINHOS, EM VEZ DE IR PROCURAR AS OUTRAS.
[PENSO NA MORTE PORQUE PASSEI] DOS 70 ANOS
E O FIO QUE RESTA NO CARRETO NÃO É MUITO.
Papa Francisco, entrevista
terça-feira, 16 de abril de 2013
OS AMANHÃS QUE CANTAM
Tenho para mim que os comentadores são escolhidos, não porque nos dão novas (tirando o Marques Mendes), mas porque sistematizam de forma eloquente o que nós já pensamos.
Li Pedro Adão e Silva, no último Expresso, com essa sensação.
PAS começa a sua crónica, intitulada 'Reformistas de todo o país, uni-vos' sacando de um livro ('Revolução ou Reforma?', 1974) que contrapõe o neomarxista Marcuse, advogado duma revolução que transformasse radicalmente a estrutura social, e Karl Popper, 'para quem a busca de uma sociedade utópica era perigosa, entre outras razões, por implicar que se aceitasse sacrificar indivíduos concretos para o bem duma humanidade abstracta'.
Adão e Silva não pretendia falar do passado, mas do presente, porque encontra analogias com os revolucionários de direita (tão perigosos como os de esquerda, digo eu) que insistem, aumentando a dosagem, numa 'hiperausteridade que manifestamente não funciona', esperando resultados diferentes: 'O espírito é típico do de uma cruzada, uma fé inabalável em amanhãs que cantam. Para os arautos do 'capitalismo científico', pouco importa a destruição social. Um dia, sobre as cinzas do desemprego, emergirá uma nova sociedade. quando? Ninguém sabe.'
Esse é o ponto: pessoas de pouca fé (que não devia ser para aqui chamada), precisam de ver alguns resultaditos para acreditar numa pregação messiânica, comunista ou hiperliberal. E está na cara que não se 'orçamenta' um homem novo, como está na cara que, por este pedregoso caminho, os amanhãs serão muito desafinados.
MARÉ VAZA
Há uns dias, falei com um bom amigo que deixou um cargo elevado na administração pública, obtido por convite (o que não quer dizer que não o merecesse), exactamente o que aconteceu ao seu sucessor. 'Não imaginas a politiquice que aquilo é, um nojo', disse.
Uma de duas: ou não deu por nada enquanto durou, e só descobriu à posteriori, ou estava agrilhoado e só agora, na maré vaza, é livre como um passarinho para dizer o que pensa.
Dias antes, estive com outro amigo que também já 'voou' alto na AP e ocupa um cargo num partido que está 'em pousio' (vulgo partido do arco governativo, por ora na oposição), onde pairava a ameaça duma disputa de liderança. Fazendo conversa, perguntei-lhe se estava do lado do líder ou do putativo adversário, e o rapaz contorceu-se todo e não respondeu. A seguir, veio a mesma história: 'estou fartinho, fartinho da política'. Palavra, não tinham passado duas horas e vi-o em directo na TV, a cumprimentar o seu líder num comício.
1ª conclusão, nenhum desbocado faz carreira política.
2ª conclusão, a política farta à saída e até se vislumbrar o regresso.
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