...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

POSTAIS ANTIGOS (XXV) - VERSAILLES

Entre Julho de 1910 e Novembro de 1911, andava o país em polvorosa, o 'alumno' José Rocha ficou a conhecer o palácio de Versailles graças à sua correspondência com Germaine Lesourd, habitante daquela vila. Não deve é ter achado piada ao equívoco, a Senhora Lesourd endereçava os postais à Mademoiselle José Rocha.

Aile Nord de la cour d'entrée du Château - La Chapelle (e. 1910-7-21)
Le Palais. Galerie des Tombeaux (e. 1911-2-17) 
Le Palais. Chambre de Louis XIV (e. 1911-9-13)
Le Petit Trianon. Chambre de marie-Antoinette (1911-11-17)
Grand Trianon. Salon des Glaces et Table du Conseil des Ministres (e. 1910-10-25) 
Le grand Trianon. Salon circulaire (1910-10-25)
Musée des Voitures (e. 1911-3-14)
Musée des Voitures. Voiture ayant servi au Tsar Nicolas II en 1897 et au Roi d'Italie en 1903 (e. 1910-12-21)
Grand Trianon. Vue prise sous le Péristyle (e. 1911-11-17)
Le Parc. Motif du Parterre d'eau (e. 1910-11-15)
Bassin de Latone et Tapis-Vert (e. 1910-8-16)
Le Parc. Bassin de Latone (e. 1910-9-26) 
Parterre et Bassin de Latone (e. 1911-8-18)
Le Parc. Perspective du Tapis Vert et du Palais (e. 1911-3-29)
Parc. Perspective du Tapis Vert et du Palais (e. 1910-9-13)
Le Parc. Bassin de Neptune (e. 1911-7-24)
Le Parc. Allée des Marmousets et Bassin du Dragon (e. 1911-5-11)
Bosquet des Colonnades. Au centre, l'Enlèvement de Proserpine par Pluton (e. 1910-10-26)
Hameau du Petit Trianon. Porte de la Ferme (e. 1911-8-18)
Hameau du Petit Trianon. Le Moulin (e. 1911-1-31)
Grand Trianon. Le Buffet (e. 1911-4-19) 
Le Grand Trianon. La Coquille (e. 1911-4-19)
Le Grand Trianon. Le Jardin du Roi (e. 1911-9-13)
Panorama du Château (e. 1910-10-15)

La Préfecture (e. 1911-1-17)
Le Square Hoche (e. 1910-9-26)
La Caisse d' Épargne (e. 1911-10-4) 

POSTAIS ANTIGOS (XXIV) - PARIS E 'ARREDORES'

Paris. Pont Alexandre III et Esplanade des Invalides, vue prise de Grand Palais (e. 1911-6-11)
Paris. La Rue de Rivoli et le Pavillon de Marsan (e. 1911-6-14)
Paris. L'Hôtel de Ville (e. 1912-3-31)
 Paris. Vue sur la Seine prise de Notre-Dame (e. 1912)
Paris. Notre-Dame et Quai Saint-Michel (e.1912-3-4)
Paris. La Place de la Concorde (e. 1912)
Paris. Place de la Concorde (e. 1918-8-26)
Paris. Palais de l'Elysée (e. 1912-3-4)
Paris. Gare de Lyon (e. 1912-3-4)

Paris. Ile de la Cité (e. 1911-9-23)
Paris. Tour Saint-Jacques (e. 1911)
Paris. Place de la Bastille (e. 1930-10)

Meaux, Ile-de-France (e. 1912-4-29)
Chartres, Centre (e. 1912-6-27)
Amboise, Centre (e. 1910-10)
Amboise, Centre (e. 1912-01)
Blois, Centre (e. 1911-01-13)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

PUÂÂÂRTO (VII) - JÁ PARA A CADEIA

O Centro Português de Fotografia tem a seu crédito a colecção de 4000 peças de equipamento fotográfico, os 67 fundos e colecções, os milhares de fotografias, incluindo o vasto espólio de Aurélio Paz dos Reis (com fotos domésticas dos filhos Hilda, Homero, Horácio e Hugo Virgílio...) -, a criteriosa escolha de exposições e o cenário: está instalado, desde a criação em 1997, na antiga Cadeia da Relação do Porto.
Entre os clérigos e o mosteiro de S. Bento da Vitória, o tribunal e a cadeia foram construídos a partir de 1767, na zona do Olival (extremo oeste do porto medieval, acima da judiaria). Aí havia um anterior tribunal, erguido nos primeiros anos de 1600 - o primeiro tribunal a ser concedido ao burgo, e logo por um dos Filipes.
Aberta até à revolução dos cravos, e bastante organizada - a disposição dos presos pelas celas dependia do tipo de crime, do estatuto social ou profissional do detido e da capacidade económica para pagar o próprio encarceramento (como encomendar a comida de fora) -, a cadeia alojou um ilustre grupo de condenados: os adúlteros Ana Plácido e Camilo Castelo Branco (que aqui escreveu, em 15 dias, o Amor de Perdição), Alves dos Reis (por uns crimes experimentais, antes da grande burla das notas), o Duque da Terceira, João Chagas, o bandido romântico Zé do Telhado, ... 
As primeiras fotografias chegaram em 1902, com a instalação do centro antropométrico (e a teoria que as medidas do crânio podiam indiciar atitudes criminosas).