...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUEM QUER CASAR COM A CAROCHINHA?

Se o PS ganha, temos eleições em 2012, por uma razão de "somenos": não há um único partidinho que queira coligar-se com Sóctares, mesmo que ele tenha encontrado umas moedinhas (biliões) no meio da poeira. O único que aceitou matrimónio foi o presidente do FMI, mas esse João Ratão parece que vai a todas. E já caiu no caldeirão.











ACEITAM-SE APOSTAS


Há dois anos, eu e uns amigos fizemos as nossa previsões sobre os resultados das legislativas. Houve resultados mais próximos que outros, cada qual acertou nos scores dum ou mais partidos, mas ninguém acertou na mouche. E ficou claro como é difícil distinguir desejos e previsões, seja quanto ao vencedor, seja quanto a percentagens.
É esse o desafio que agora se repete - alguém se atreve a prever o resultado de 5 de Junho?
Começo eu.

                                                        PSD - 36%
                                                        PS - 32%
                                                        CDS - 12%
                                                        CDU - 8%
                                                        BE - 7%

CLAES OLDENBURG

Claes Oldenburg (1929) é O artista vivo mais importante da Pop Art. Já com uma carreira prestigiada, encontrou na sua mulher, a (mais nova) artista Coosje van Bruggen, a co-autora das obras mais recentes, réplicas de objectos comuns em grande escala, muitas delas expostas no exterior.
Tive a oportunidade de ver várias peças suas nos jardins de Serralves, em 2001, e onde se "esqueceram" duma das obras, a pá.

giant fagends 1966
 clothespin 1976
 big shuttledoor




 cupid's span, S. Francisco
 dropped cone, Colónia
 free stamp 1991, Cleveland 
 sawsawing 1996, Tóquio
 blueberry pie 1999
 corridor pin blue 1999 
 Porto
 spoonbridge and cherry, Minneapolis
 the big sweep 2006, Denver

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CONVERSAS DA TRETA


Numa linha de produção, entre o tagarelar das máquinas, as conversas são como as cerejas.
Hoje, de Fátima (é um milagre, Mila, é um milagre!) e do Strauss-Khan passou-se para as novas oportunidades, daí para o aborto, depois as touradas, a pesca, o trabalho e o país.

O meu companheiro de labuta resolveu dizer achava mal que a IVG não pagasse taxa moderadora, ao contrário duma perna partida, e que era contra o aborto. É tema para usar pinças, cada qual tem a sua opinião e pronto. Apenas me meti com ele, "isso não é coisa que diga um Homem de esquerda".
Retorquiu que era contra tirar qualquer vida.
- Então também é contra a tourada. [escapatória para mudar de assunto]
- Não.
- E contra a caça?
- Isso não conta, é para comer.
- Comer é um efeito secundário, a caça é para sair cedo de casa com os amigos, falar de mulheres, cravejar animais de chumbo, mandar os cães apanharem os bichos e voltar para casa com os coelhos pendurados no atrelado da toyota, para mostrar aos outros, tipo a minha-pilinha-é-maior-que-a-tua.

Bem sei que é uma descrição redutora, mas não é factualmente falsa.
Voltámos ao Sócrates (recorrente), a obrigações e deveres, e veio uma reclamação, a sua mulher professora gasta o papel e a impressora de casa, porque a escola não tem "consumíveis", blábláblá, e saiu-se com "eu não devo nada ao Estado, o Estado é que me deve a mim".
Tive então uma epifania, a frase resume a "Portugalidade": eu não devo (e só se for tolinho é que dou, se não for obrigado), o Estado é que (me) deve.
Se um político ousasse repetir Kennedy e dissesse "não perguntem o que o vosso país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo vosso país", era vaiado.
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PUÂÂÂRTO (III) - SERRALVES EM FESTA

Bem sei que não faz o meu estilo, mas digo-o na mesma: Lisboa é mais bonita, tem do bom e do melhor mas, macacos me mordam se tem uma quinta como Serralves.
O primeiro afortunado foi o 2º Conde de Vizela, Carlos Alberto Cabral, que mandou construir os jardins modernistas e a casa, entre 1925 e 1944, na quinta de veraneio que herdou da família - essa casa, para alguns a obra mais "notável" de Arte Déco em Portugal, é agora sede da Fundação e aloja exposições temporárias enquanto extensão do Museu de Arte Contemporânea.
O interior da casa tem a mão de alguns dos melhores designers europeus (não é qualquer um que tem uma clarabóia Lalique) e é forrada a mármore, madeiras exóticas e pedra lioz.
Azar, o dinheiro muda de mãos e o Conde teve que vender a propriedade ao industrial Delfim Ferreira, Conde de Riba d'Ave, em 1957, com a garantia de não serem feitas alterações.
Em 1986, a S.E. Teresa Patrício Gouveia comprou a propriedade aos seus herdeiros e, voilá, abriu ao público o parque - é enorme, dá para boas caminhadas e ver, para quem percebe, rododendros, sequóias gigantes, teixos ou cedros-do-atlas. E tem um simpático salão-de-chá junto do anfiteatro.
Em 1991 começa o estudo e, entre 96 e 99, Siza Vieira dá à luz um edifício ao seu estilo, abdicando duma imponente fachada e aliando modernidade e interacção (mesmo simbiose) com a paisagem envolvente.
O sucesso do Museu é o seu acervo (incluindo a gigantesca pá comprada ao casal Claes Oldenburg e Coosje van Bruggen, que cá expuseram em 2001), a gestão cosmopolita, a "intromissão" nos roteiros artísticos internacionais, as actividades regulares para miúdos e a entrega ao público, abrindo literalmente portas durante 48 horas, na primavera, para pessoas dos 3 aos 103, oferecendo (a custo zero) exposições, concertos, teatros de rua e indoor, workshops, mimos,...
A próxima vez é a 28 e 29 de Maio.
Não percam, mas não deixem de visitá-lo em dias menos lotados.


terça-feira, 17 de maio de 2011

EU SONDO, TU SONDAS


Bem disse o outro que há por aí uma bebedeira de sondagens. Sinais comuns, sumiu a distância do PSD para o PS (será?), o BE está out, o CDS está in e há 35 a 45% de inquiridos que não sabe/não responde - imensos que ainda não viram o filme. Logo se vê.
O interessante são as letras pequenas. Exemplo, o inquérito da Marktest de 12 de Maio: foram inquiridas 805 pessoas, e a taxa de esforço (contactos suficientes para encontrar o tipo e o número de pessoas necessárias de acordo com a distribuição geográfica, o sexo e o escalão etário) foi de 26,6%. Outro exemplo, a sondagem Intercampus de 13 de Maio: 1029 pessoas, taxa de resposta de 47,9%, 21,2% respondeu não sabe/não responde e 22,4% respondeu nenhum/não votaria.
Façam as contas, parece pouca gente a responder mesmo, não é? Basta apanharem mais dois proto-eleitores da CDU para uma subida 'vertiginosa' nas sondagens. Eu sei que é os estudos de opinião são uma ciência e amostras pequenas são representativas - não negue à partida uma ciência que não conhece -, mas fica sempre a dúvida. Ainda por cima, há muuuita gente que decide se vai votar no próprio dia, e em quem votar na solidão da cabine - o resultado pode ser surpreendente.
O azar é que as próprias sondagens influenciam a votação, em particular no apoio ao vencedor 'anunciado'.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

É CADA UM MELHOR QUE O OUTRO

Carregue para ampliar, merece:)

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PUÂÂÂRTO (II) - O CAFÉ MAJESTIC

A 17/12/1921, no nº 112 da Rua de Sta. Catarina (prédio construído em 1916), abriu o Café Elite, da lavra do arquitecto João Queirós, talvez inspirado no decano café-botequim Lusitano (ex-Portuense) - cheio de espelharia, candelabros e arrebiques, onde as damas tomavam um sorvete, os cavalheiros jogavam Dominó, Boston ou Voltarete, ou ouviam à noite o terceto de piano, violoncelo e contrabaixo. 
No ano seguinte, a 31 de Julho de 1922, com a entrada de novo sócio, muda para Majestic - nome que "não deixa de ser fino, mantém as referências ao sublime majestático e faz apelo a um certo chic parisiense, tão ao gosto da época".
Por lá passavam Gago Coutinho, sempre acompanhado por belas mulheres (incluindo Beatriz Costa), Teixeira de Pascoaes, António Nobre e José Régio, mas ainda hoje mantém uma agenda cultural.
A 31 de Agosto de 1983, o degradado café com traça Arte Nova é salvo pela classificação como imóvel de interesse público e património cultural, e pela entrada, nesse ano, duma nova gerência.
Tornado café de turistas, uma espécie de Brazileira do chiado, merece a visita pelos grandes e velhos espelhos (que dão uma falsa amplitude), as colunas de mármore, os candeeiros trabalhados, os florões e esculturas em estuque, as cadeiras de couro (as originais eram em veludo vermelho) ou o jardim de inverno. E pela salinha de exposições na cave, já agora.
A Ucityguides foi conquistada pelo seu ambiente Belle Epoque, nomeando-o o 6º café mais bonito do mundo.







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COM SÓCRATES,
VEMO-NOS GREGOS.

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