...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

sexta-feira, 29 de abril de 2011

À GRANDE E À INGLESA

Hoje casaram-se os Duques de Cambridge, a Catarina Isabel e o Guilherme Artur Filipe Luís.
Antes da boda, já estávamos todos(?) fartos do conto de fadas - eu cá fiz um slalom pelos canais de TV, tentando escapar ao circo. Mas, no fim de contas, não há neste planeta uma família mais glamorosa que a real inglesa. Os brits, na pompa, dão uma CHAPELADA.
Mesmo quando o gosto é duvidoso, como na real corrida de cavalos de Ascot, onde existe um exigente dress code sobre o tipo de vestuário (ombros à mostra não, por exemplo), mas o absurdo é permitido.





























ÉTICA REPUBLICANA

"A política não fora feita para idealistas e poetas, como ele."
Augusto de Castro 

MANUEL José DE ARRIAGA Brum da Silveira e Peyrelongue (1840-1917) foi o primeiro presidente da república portuguesa, faz 100 anos a 24 de Agosto. Devia servir de exemplo, mas parece que não.

Primeiro, tinha uma história antes de ser escolhido para o lugar: advogado, poeta, escritor, professor liceal, um patrício açoriano (descendente dum povoador inicial da ilha do faial). Começou a trabalhar cedo - ele e o irmão foram deserdados e proibidos de regressar à casa paterna por terem "manias" republicanas, e teve que se fazer à vida para pagar a conta dos dois.
Um dos principais ideólogos da república, não partilhava o anticlericanismo e o jacobinismo que toldou tantos outros. Em 1892, à terceira (foi derrotado em 1978 e 1881),  tornou-se o 2º deputado republicano, por desistência dos partidos do rotativismo. Foi o que se chama um candidato pára-quedista, pois entrou pelo círculo da Madeira, mas empenhou-se na defesa dos seus eleitores ilhéus. Ah, enquanto deputado, prescindiu do salário de professor, que podia acumular. Foi ainda vereador em Lisboa.
A República começou agitada para si: nomeado Reitor da UC em Outubro e procurador-geral em Novembro, foi eleito no Agosto seguinte. No discurso, afirmou-se "depositário da simpática missão de chamar à conciliação, à paz, à ordem, à harmonia social a família portuguesa", mas não conseguiu: o mandato foi afectado por vários governos, agitações sociais, a perseguição da igreja, as incursões monárquicas de Paiva Couceiro e a fragmentação do partido republicano. Em 1915 foi obrigado a demitir-se, por ter patrocinado um governo que veio a amnistiar Couceiro e a decretar a ditadura (Afonso Costa fez-lhe a folha, vá), não sem antes ser considerado fora-da-lei pelo parlamento. E foi à sua vida.

Até aqui tudo normal, não é?
No mesmo discurso de posse, diz-se que disse "estou aqui para servir o país, seria incapaz de alguma vez me servir dele". Pois o presidente Arriaga tinha uma função, não ocupava um cargo, com as respectivas regalias: andava de eléctrico, mobilou à sua conta a casa arrendada (depois mudou-se para um anexo do Palácio de Belém, que se diz que também recheou), não tinha secretário, nem protocolo, nem Conselho de Estado. Algém sugeriu que precisava dum carro para as deslocações, adivinhem quem pagou? Claro, o próprio Arriaga.
Não há disto agora, pois não?
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terça-feira, 26 de abril de 2011

NO JOBS FOR THE BOYS



O rotativismo faz-me lembrar esta cena de O Pai Tirano, em que os clientes se resignam:
- O que é que te apetece?
- Sei lá, talvez prosperidade.
- Então vamos nisso.
- Prosperidade não temos.
- Então dê-nos o PSD.
...
- Agora, o que é que vai a seguir?
- Agora ia um interesse nacional.
- Vamos nisso. Traga-nos um interesse nacional, bem quentinho.
- Interesse nacional não temos.
- Então, dê-nos o PS.
...
- Não queres mais nada?
- Não, só se forem contas em ordem.
- Vamos nisso. Ó Sô Silva, agora queremos umas contas em ordem.
- Sim, Senhor.
(E põe em cima da mesa o bloco central)

Agora a sério, eu também não acho que o PSD e o PS sejam iguais, têm é defeitos parecidos.
Ora, Passos admitiu ontem que o PSD não sacode a água do capote e também contribuiu no passado para a "colonização do Estado", prometendo que desta vez não vai "enxamear a administração pública" de quadros do partido, nem criar uma "administração paralela" nos gabinetes governativos.
Gostava mesmo que fosse verdade, mas há uns 15 anos ouvimos Guterres a prometer o mesmo, ficando célebre a expressão 'no jobs for the boys'.
Com resultados fantásticos.
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PORREIRO, PÁ.
Sócrates abraça Durão Barroso, aprovação do Tratado de Lisboa


FOLEIRO, PÁ.
José Lello critica Cavaco, por não convidar os deputados para os discursos do 25/4 em Belém, no seu facebook (lesto, já disse que a mensagem devia ter sido privada e que houve uma arreliadora deficiência tecnológica)

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V DE VITÓRIA



A história dos dois dedos esticados em V, que se usa nos comícios e nas vitórias da política, é curiosa.
Fazem ideia?

Voltemos vários séculos atrás, até aos tempos de Joana d'Arc, aquela alucinada moça da Guerra dos 100 anos (1337-1453).
Havia séculos que os reis ingleses eram donos de parte da França e prestavam vassalagem aos mais poderosos reis franceses, mas eram insurrectos. A Batalha de Agincourt (1415) é uma das mais conhecidas - pelo menos pelos ingleses, que a venceram, contra um exército muito maior... e cheio de soberba, tipo com-o-rei-na-barriga. Aí mataram ou capturaram meia corte de França, foi uma espécie de alcácer-quibir.
O trunfo ilhéu foi a sua ala de arqueiros, que venceu pelas primeiras vezes a cavalaria-pesada gaulesa, e pesada à conta de dezenas de quilos das armaduras de cavaleiros e corcéis (a talhe de foice, a táctica do quadrado de Álvares Pereira já tinha sido então experimentada).

Porquê o intróito? Data dessas batalhas o V de vitória, quando os arqueiros, para picar os adversários, mostravam de longe os dois dedos esticados, usados no arco para atirar as setas longas:
- Olha, ainda tenho os dedos, toma-toma!
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segunda-feira, 25 de abril de 2011

FOTO DE FAMÍLIA


"Precisamos de políticos com voz própria, pensamento novo e autoridade moral.(...)
Sabemos que temos partidos fechados com poucas ideias e pouco debate; que há, muito mais do que seria desejável, políticos que não estão à altura das responsabilidades, mas sabemos também que muitos cidadãos pouco fazem para alterar esse estado de coisas, preferindo o comodismo do alheamento, da indiferença ou da má-língua inconsequente.(...)
É tempo de mudarmos todos de atitude a nível nacional, com mais vontade e menos voluntarismo e evitando a bipolaridade que se tem verificado em Portugal. E ficamos frequentemente felizes com o acessório. É hora de assumirmos todos as nossas responsabilidades na sociedade.(...)
Há desafios e incertezas e a hora exige tudo de todos nós, porque os que fizeram o 25 de Abril merecem a nossa gratidão.(...)
A actual situação criou a abstenção e a descrença nas instituições, a desconfiança nos políticos.(...)
São provas difíceis que todos viveram, embora em épocas diversas. Deve mover-nos a resolução dos problemas.(...)
Não nos podemos deixar desgastar nos problemas, porque os principais problemas têm sido exactamente a falta de sustentabilidade. Portugal enfrenta dificuldades, mas não podemos entrar nesta espécie de persistência nas dificuldades.(...)
Precisamos de privilegiar o interesse geral, de um Estado prestigiado e de uma economia que esteja ao serviço de todos os homens. O 25 de Abril deve fazer convergir para um futuro de esperança e de energia através dos novos talentos. Devemos dar aos sacrifícios um sentido colectivo e patriótico, para que as gerações futuras olhem para nós como alguém que tentou corrigir os erros."

Estas palavras assertivas são parte do discurso de Jorge Sampaio, tão cristalino como herméticos eram os seus discursos enquanto PR. Foi boa a ideia de juntar os 4 presidentes da democracia, se calhar sem bis, nos jardins do palácio de Belém: 4 discursos naturalmente distintos, mas focados todos na dificuldade presente, na responsabilidade de cada um, na necessidade de acordo e unidade (não unanimismo), na esperança no futuro. Foi diferente, para melhor, que a cerimónia geriátrica da assembleia.
Foi bonita a festa, diria Chico Buarque.
Porreiro, pá, diria Sócrates.

25 DE ABRIL SEMPRE

"Não teria feito o 25 de Abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos actualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito actualmente, tinha ido para o estrangeiro."
"Falta-nos quem saiba orientar o povo com honestidade, generosidade, com espírito de missão. Salazar foi uma pena, porque era um crânio em economia e finanças, podia ter feito maravilhas pelo povo, mas era um tipo de miopia política. Precisávamos de um homem com a inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar, mas que não tivesse a perspectiva que impôs, de um fascismo à italiana. Isso é que não.
Otelo

Maus tempos para celebrar o 25 do 4. São tempos em que se batem recordes, mas do desemprego, do défice, da dívida. Isso, são tempos da dívida e da dúvida, sobre o futuro.
Não que eu concorde com Jerónimo, quando diz que Abril está adiado. O Abril dele foi adiado ad aeternum, e bem: perdeu o 24/4 do Caetano e do Kaúlza, perderam os 25/4 do PC, da extrema-esquerda, do Otelo e do Spínola. Ganhou o 25/4 da democracia ocidental: cada pessoa, cada voto.
Mas as datas servem para balanços - como cantava Zeca, "o que eu andei para aqui chegar..."
E o que temos, findos 37 anos, é muito, as estatísticas são inequívocas - pode é não ser o que esperava nessa altura, mas foi o que o povo escolheu: os governos, os jipes "europeus", as férias do BPI, os telemóveis descartáveis.

                                        1977
                       
                                    




sábado, 23 de abril de 2011

PLÁGIO


"O Cristianismo é a religião babilónica da adoração do Sol. A Trindade babilónica de Nimrod (o pai), Dumuzi (o filho nascido de uma virgem e reencarnação de Nimrod) e de Semiramis, foi transportada para a crença romana. Tornou-se então o Cristianismo e a Santíssima Trindade cristã, graças ao imperador Constantino, no século IV da nossa era. A Trindade babilónica continuou com o Pai cristão (Nimrod), o filho (antes Dumuzi, depois Jesus) e o Espírito Santo, que é, como Semiramis na Babilónia, simbolizada por uma pomba. (...)
Não só toda a fundação da história cristã veio da Babilónia e da Suméria há milhares de anos atrás, como também os dias santos e as festas cristãs como o Natal, a Páscoa e a Quaresma. Os cristãos até adoram os domingos (sunday=dia do sol), porque o Cristianismo é a adoração do seus Sol - Nimrod/Dumuzi, na forma de Jesus. Os judeus têm o seu Sabat ao sábado, no dia de Saturno (saturday=Saturn-day), outra forma de adoração a Nimrod, pois nos mistérios da Babilónia Nimrod era deificado como Saturno. (...)
Na basílica de S. Pedro, em Roma, colocaram a cadeira de S. Pedro por baixo de uma enorme descrição do sol (Nimrod/Dumuzi) e no centro está a pomba (Semiramis). (...) A mitra que o Papa usa e as grandes perucas da Igreja Cristã são os símbolos das cabeças de peixe de Nimrod, que era também conhecido como Dagon, o deus peixe. O símbolo mais importante dos cristãos, a cruz, não é sequer cristã. Era o símbolo de Nimrod/Dumuzi e foi vastamente utilizado no mundo, durante milhares de anos antes do mítico nascimento de Cristo. (...)
O baptismo, os feriados cristãos, as festas e os símbolos são os mesmos que os da Babilónia, porque a Igreja de Roma é simplesmente a Igreja da Babilónia, apenas noutro local. Semiramis, sob o seu nome Ishtar (pronunciado como Eastar ou Ester), deu-nos a Páscoa (Easter, em inglês) e o ovo da Páscoa vem do facto de Semiramis ter vindo da lua num ovo. (...)
A Quaresma é originária do período de 40 dias da Babilónia, para comemorar Nimrod/Dumuzi e o presunto da Páscoa vem do mito de que Dumuzi foi morto por um porco selvagem. Os babilónicos tinham até a sua versão dos pãezinhos quentes (folares) em forma de cruz. O símbolo do coelhinho da Páscoa é um símbolo antigo da deusa da lua, Semiramis, a deusa da fertilidade. A Primavera - Páscoa - estava estreitamente associada à adoração da deusa mãe e do reencarnado Nimrod, na forma de Dumuzi. O principal homem por trás da emergência do Cristianismo foi o imperador Constantino, que fez dele a religião de estado em Roma e decidiu no Concílio de Niceia no ano 325 em que é que os cristão deviam acreditar a partir daquele dia. (...)
Constantino adorava uma divindade chamada 'Sol Invictus', o Sol não conquistado ou invencível, por isso o novo Cristianismo era-lhe muito familiar. Constantino converteu o Panteão pagão de Roma na igreja cristã e mudou os nomes das estátuas dos deuses, semi-deuses e deusas, para os nomes dos santos cristãos. Uma estátua de Júpiter (Nimrod) tornou-se aparentemente S. Pedro (o halo redondo por cima da sua cabeça no Vaticano simboliza precisamente o sol) e os dias festivos dos deuses babilónicos tornaram-se os dias dos santos do Cristianismo".
D. Icke, via José Mena Abrantes
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