...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 DE ABRIL SEMPRE

"Não teria feito o 25 de Abril se pensasse que íamos cair na situação em que estamos actualmente. Teria pedido a demissão de oficial do Exército e, se calhar, como muitos jovens têm feito actualmente, tinha ido para o estrangeiro."
"Falta-nos quem saiba orientar o povo com honestidade, generosidade, com espírito de missão. Salazar foi uma pena, porque era um crânio em economia e finanças, podia ter feito maravilhas pelo povo, mas era um tipo de miopia política. Precisávamos de um homem com a inteligência e a honestidade do ponto de vista do Salazar, mas que não tivesse a perspectiva que impôs, de um fascismo à italiana. Isso é que não.
Otelo

Maus tempos para celebrar o 25 do 4. São tempos em que se batem recordes, mas do desemprego, do défice, da dívida. Isso, são tempos da dívida e da dúvida, sobre o futuro.
Não que eu concorde com Jerónimo, quando diz que Abril está adiado. O Abril dele foi adiado ad aeternum, e bem: perdeu o 24/4 do Caetano e do Kaúlza, perderam os 25/4 do PC, da extrema-esquerda, do Otelo e do Spínola. Ganhou o 25/4 da democracia ocidental: cada pessoa, cada voto.
Mas as datas servem para balanços - como cantava Zeca, "o que eu andei para aqui chegar..."
E o que temos, findos 37 anos, é muito, as estatísticas são inequívocas - pode é não ser o que esperava nessa altura, mas foi o que o povo escolheu: os governos, os jipes "europeus", as férias do BPI, os telemóveis descartáveis.

                                        1977
                       
                                    




sábado, 23 de abril de 2011

PLÁGIO


"O Cristianismo é a religião babilónica da adoração do Sol. A Trindade babilónica de Nimrod (o pai), Dumuzi (o filho nascido de uma virgem e reencarnação de Nimrod) e de Semiramis, foi transportada para a crença romana. Tornou-se então o Cristianismo e a Santíssima Trindade cristã, graças ao imperador Constantino, no século IV da nossa era. A Trindade babilónica continuou com o Pai cristão (Nimrod), o filho (antes Dumuzi, depois Jesus) e o Espírito Santo, que é, como Semiramis na Babilónia, simbolizada por uma pomba. (...)
Não só toda a fundação da história cristã veio da Babilónia e da Suméria há milhares de anos atrás, como também os dias santos e as festas cristãs como o Natal, a Páscoa e a Quaresma. Os cristãos até adoram os domingos (sunday=dia do sol), porque o Cristianismo é a adoração do seus Sol - Nimrod/Dumuzi, na forma de Jesus. Os judeus têm o seu Sabat ao sábado, no dia de Saturno (saturday=Saturn-day), outra forma de adoração a Nimrod, pois nos mistérios da Babilónia Nimrod era deificado como Saturno. (...)
Na basílica de S. Pedro, em Roma, colocaram a cadeira de S. Pedro por baixo de uma enorme descrição do sol (Nimrod/Dumuzi) e no centro está a pomba (Semiramis). (...) A mitra que o Papa usa e as grandes perucas da Igreja Cristã são os símbolos das cabeças de peixe de Nimrod, que era também conhecido como Dagon, o deus peixe. O símbolo mais importante dos cristãos, a cruz, não é sequer cristã. Era o símbolo de Nimrod/Dumuzi e foi vastamente utilizado no mundo, durante milhares de anos antes do mítico nascimento de Cristo. (...)
O baptismo, os feriados cristãos, as festas e os símbolos são os mesmos que os da Babilónia, porque a Igreja de Roma é simplesmente a Igreja da Babilónia, apenas noutro local. Semiramis, sob o seu nome Ishtar (pronunciado como Eastar ou Ester), deu-nos a Páscoa (Easter, em inglês) e o ovo da Páscoa vem do facto de Semiramis ter vindo da lua num ovo. (...)
A Quaresma é originária do período de 40 dias da Babilónia, para comemorar Nimrod/Dumuzi e o presunto da Páscoa vem do mito de que Dumuzi foi morto por um porco selvagem. Os babilónicos tinham até a sua versão dos pãezinhos quentes (folares) em forma de cruz. O símbolo do coelhinho da Páscoa é um símbolo antigo da deusa da lua, Semiramis, a deusa da fertilidade. A Primavera - Páscoa - estava estreitamente associada à adoração da deusa mãe e do reencarnado Nimrod, na forma de Dumuzi. O principal homem por trás da emergência do Cristianismo foi o imperador Constantino, que fez dele a religião de estado em Roma e decidiu no Concílio de Niceia no ano 325 em que é que os cristão deviam acreditar a partir daquele dia. (...)
Constantino adorava uma divindade chamada 'Sol Invictus', o Sol não conquistado ou invencível, por isso o novo Cristianismo era-lhe muito familiar. Constantino converteu o Panteão pagão de Roma na igreja cristã e mudou os nomes das estátuas dos deuses, semi-deuses e deusas, para os nomes dos santos cristãos. Uma estátua de Júpiter (Nimrod) tornou-se aparentemente S. Pedro (o halo redondo por cima da sua cabeça no Vaticano simboliza precisamente o sol) e os dias festivos dos deuses babilónicos tornaram-se os dias dos santos do Cristianismo".
D. Icke, via José Mena Abrantes
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

À TERCEIRA CAI QUEM QUER

Joshua Benoliel, 21.10.1913

Hoje, a chegar ao trabalho, eram quase 6 da manhã, ia estampando o carro. Não foi sono, foi susto: a TSF anunciou os resultados duma sondagem, que dá o PS à frente nas intenções de voto.
Desde a última sondagem, o PS cresceu 11 pontos (para 36%), o PSD desceu 12 (para 35%), os não sabem/não respondem subiram 7 pontos (para 36%). Vaporizou-se uma diferença de 23 pontos desde Março, o que é pouco credível (no mínimo) para a Marktest. Não entendo.
E o que mudou desde essa altura? O governo ajoelhou e pediu ajuda ao FMI-UE-BCE e o PSD convidou Nobre para presidente do parlamento. O que é essencial e acessório, e quem é culpado? Parece que, nesta sondagem, 86% dos 803 adultos consultados acha que a crise é culpa do Sócrates - o povo está baralhado ou é masoquista. Isso do povo escolher sempre sabiamente, como acha o Soares, não me convence nada.
Já agora, se os laranjas têm o Nobre, o Basílio Horta (diz que é democrata-cristão e que sente melhor no PS que no PP) partilha a lista socialista por Leiria com ...(rufos de tambor)... o Telmo do Big Brother, conhecido pelas "órgias" e "faitedaiveres". "É um jovem empresário e facilmente pode ser reconhecido por ter participado num programa de televisão", foi a justificação do líder da concelhia da Batalha. Há comparação?

O que eu esperava é que, quem votou há apenas ano e meio nos partidos da oposição o faça de novo, e muitos que votaram no PS tenham "visto a luz". Como (corajosamente) discursou Rómulo Machado no congresso socialista "o primeiro-ministro que nos conduziu a esta situação e que conduziu Portugal a uma situação de bancarrota não tem condições para nos fazer sair dela". Aliás, na mesma 'missa', houve outro destemido, o ministro Amado: "Seria até bom que o PS tivesse a sua cura de oposição". Apoiado.

Eu sei que a minha amostra é pouco significativa, mas só encontro pessoal danado com o governo - tirando uma senhora que grita o seu amor ao partido "até à morte", qual membro duma seita, e declara que a oposição não deixou o Sócrates levar-nos a bom porto. A ser verdade que o PS ainda pode ganhar, os seus eleitores escondem-se atrás dos arbustos, como o David Attenborough.
Quanto aos restantes, há abstencionistas enraivecidos (será que a geração à rasca barafusta de longe e não vai votar, num qualquer que seja?), comunistas convictos, PSDs pouco convencidos, uma boa imagem do Portas, mesmo que não votem nele, gente indecisa entre o CDS e o BE, e até um gajo que vota CDS mas é há anos militante do PSD, porque foi convidado por uma moça muita gira.  
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

INIMPUTÁVEIS?


Principalmente agora que andam aí uns senhores a vasculhar a casa, onde se gasta o que não se tem, devíamos ter um bocadinho de vergonha. 
Primeiro foi a festança da CRIL: é coisa pouca, mas os 50, 100 mil euros que se gasta em cada inauguração deviam ser evitados. Claro que não se dispensa o "foguetório" a 6 semanas de eleições, mas podiam imputar a conta ao Largo do Rato, na rubrica acção de campanha.
Mas a náusea veio depois: o governo decretou tolerância de ponto para amanhã à tarde. Como é que se explica aos auditores do FMI-UE que um governo insolvente dê uma borla antes de 4-quatro-4 dias de fim-de-semana prolongado????

Aliás, quem nos conduziu aqui - gastando à tripa forra o que não havia (i.e. pondo na conta) em siglas como SCUT, BPN, TGV, PPP, derrapagens nas AE, e até com o Figo -  devia ser castigado.
Não sendo possível a condenação judicial por gestão danosa, eu propunha olharmos para o exemplo da revolução cultural chinesa: o encarceramento dos responsáveis em centros de reeducação.
Para aprenderem.

terça-feira, 19 de abril de 2011

HOUVE BACALHAU À MOISÉS DO PIPO

A última janta

A última ceia foi no dia das mentiras. Imaginam a quantidade de piadas que se podiam inventar sobre isso? "Ó Tiago, 'tão uns romanos à porta para levar Jesus? Esses romanos são uns foliões, com as partidas a cada Aprilis. Passa mas é daí o Cesareia de 29."

Num estudo publicado esta semana, Colin Humphreys, professor da Universidade de Cambridge, assegura que a última refeição que Jesus partilhou com os seus 12 apóstolos aconteceu um dia antes daquilo que se pensa.
Colin Humphreys explica que os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas usaram um calendário mais antigo do que o de João, causando discrepâncias sobre a data da refeição. O académico explicou à BBC que enquanto Mateus, Marcos e Lucas dizem que a Última Ceia foi uma refeição pascoal, João afirma que aconteceu antes da Páscoa judaica.
Mateus, Marcos e Lucas terão usado um calendário antiquado - adaptado do que era utilizado no Egipto nos tempos de Moisés - em vez do calendário lunar que era largamente adoptado pelos judeus na época.

“Jesus não pode ter sido preso, interrogado e julgado em apenas uma noite. Os especialistas e os cristãos acreditam que a última ceia começou depois do pôr do sol de quinta-feira, e a crucificação foi realizada no dia seguinte de manhã. O processo de julgamento de Jesus aconteceu em várias áreas de Jerusalém e os investigadores já percorreram a cidade com um cronómetro para perceber como as coisas terão acontecido e a maioria concluiu que era impossível tudo acontecer em tão pouco tempo”, explicou o professor.
Analisando e confrontando os dois, Colin Humphreys concluiu que a Última Ceia, aconteceu na verdade, na quarta-feira, dia 1 de Abril, do ano 33.
Público, 19.4.2011
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(R)EVOLUÇÃO

inimigo público

"O MODELO CUBANO JÁ NEM PARA NÓS FUNCIONA"
Fidel à revista "The Atlantic Monthly", 09.2010
"OU RECTIFICAMOS OU ACABOU-SE O TEMPO DE CONTINUAR A BORDEAR O PRECIPÍCIO, AFUNDAMO-NOS"
"TEMOS QUE EXPATRIAR O IMOBILISMO FUNDAMENTADO EM DOGMAS E PALAVRAS DE ORDEM VAZIAS"
Raul Castro, 04.2011

Decorre mais um congresso do partido comunista cubano (apenas o VI), retoricamente marcado sobre o 50º aniversário do falhado desembarque americano na baía dos porcos.
Primeira novidade: a assumpção formal do falhanço do modelo comunista, já desnudado com a "expulsão", para um sector privado embrionário, de meio milhão de funcionários públicos (era para ser o dobro, mas andam muitas revoltas populares por aí...).
Segunda novidade: os cargos electivos vão ter, a partir de agora, um máximo de 2 mandatos... de 5 anos. Prazo bem escolhido, pois o caçula Castro já está a ficar entradote: faz 80 em Junho, mais 10 anos... é fazer as contas.
Aliás, este afirmou que este congresso talvez seja o último onde estão presentes testemunhas da revolução de 1959.
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

NÃO PAGAMOS?

geração rasca, luta anti-propinas, 1991-93

A esquerda da esquerda recusa sentar-se à mesa com a troika de senhores que nos vai emprestar dinheiro a juros inferiores aos que conseguimos no mercado, e anda p'aí com umas ideias sobre o pagamento da dívida. Esses MITOS URBANOS são simpáticos e tal, mas não é por isso que deixam de ser mitos.
Comecemos pelo PCP: não queremos o FMI, impõe-se é uma renegociação da dívida! A Grécia anda há vários meses a tentar sem sucesso renegociar a dívida com os credores, e apenas conseguiu a diminuição dos juros a pagar aos seus pares europeus - depois de mais medidas inspiradas no seu legislador Drácon. Portugal também não tem força negocial para escolher juros e prazos de pagamentos - em qualquer negócio, decide quem está menos necessitado -, mas pode declarar bancarrota e ficar sem acesso a crédito, isso pode.
Agora o BE, inflamado com o exemplo viking: a solução é fazer como os islandeses e não pagar a dívida! Ora bem, a Islândia não deixou de pagar a dívida pública, o que o povo decidiu foi não pagar o dinheiro que aforradores estrangeiros (principalmente 5000M€, de 400.000 ingleses e holandeses) tinham nos bancos nacionais falidos, que o Estado "nacionalizou" - deixou de aceder aos "mercados" e vive de empréstimos bilaterais, como a China e a Polónia, e do FMI. Ora, não há cá "emprestadados", pessoa honrada paga o que deve, o que pediu e gastou; mas admitamos, em tese, que não pagávamos - quem nos emprestaria, a partir desse dia, um cêntimo, uma piastra ou um kuanza?
É que o problema é que, não só estamos estrangulados em (juros de) dívida, como continuamos a precisar que alguém (esses agiotas!!!!*) nos empreste dinheiro quase semanalmente. Nós é que estamos precisados do dinheiro dos outros, como de pão para a boca.

* A culpa não é dos tesos, é destes filhos do Demo, como eram apelidados os judeus prestamistas do séc. XIV, não é?
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domingo, 17 de abril de 2011



"Só espero não ter de pagar esse jantar
quando voltar para a Finlândia"

Turista finlandês, dirigindo-se à mesa de Alberto J. Jardim
e P. Passos Coelho, num restaurante madeirense
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

PÕE-TE DIREITO

Chama-se Art Nouveau e tem uma particularidade, odeia rectas.
É, no mínimo, muito trabalhosa.














 Gustav Klimt
Gustav Klimt, O beijo

e Gaudi. 



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quinta-feira, 14 de abril de 2011

- RECENTE


Tive hoje uma conversa engraçada (pretensão a minha!). Perguntei a uma colega que esteve em Inglaterra como se dizia mestrado em inglês.
Quis saber se me referia aos mestrados incluídos no curso (depois da bolonhesa, estragaram tudo!). "Não, é daqueles antes de Bolonha, que eu já sou antigo", disse eu na brincadeira.
De imediato respondeu, de forma sorridente, "eu sei que és antigo".
- Epááá, uma coisa é eu dizer, outra coisa és tú!, repliquei em voz de falso ralhete.
Facto: deve ser uns menos 10 anos que eu; é uma questão de perspectiva.
Facto: há coisas menos cruas quando diz o próprio, como a idade.

Telefonou à mãe e disse-me que é master. Soa a harry poter.
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HÃ???


50 juristas e economistas alemães assinaram um texto pedindo ao governo que não ajude Portugal (e quem vier a seguir) com o argumento de que podem perder a SOBERANIA FINANCEIRA.
A ver se eu entendo, quem tem que estender a mão e aceitar as regras impostas por quem empresta, somos nós.

Fernando Nobre foi o candidato da cidadania nas últimas presidenciais, apresentando-se fora do sistema. Fez muito bem.
Há 3 ou 4 semanas, vi-o na televisão assegurando que estava fora de causa assumir cargos partidários. Por estes dias aceitou ser cabeça-de-lista por Lisboa do PSD, aceitando o cargo de deputado somente se for eleito presidente da assembleia.
Onde está agora o mudar Portugal? No baby-sitting dos representantes, a repetir "sr. deputado, acabou o seu tempo"?
É assim, duma penada, que se pulveriza um capital político e de implode a esperança de muitos eleitores, mais ingénuos, os que ainda se espantam...
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

NÃO VALE TUDO


Há dias, fui tomar café à esplanada do campo de treino de golfe perto de casa. O que não é hábito (juro!), ouvi a conversa de 3 pessoas que estavam na mesa do lado. Falavam do seu trabalho, numa empresa qualquer.
O Gaspar (único nome que retive) desabafava: "Epá, nunca conheci tanta gente canalha. Que cambada de arrivistas*!Vale tudo, mesmo bufar dos colegas, só para se promoverem junto do chefe - a sorte deles é que os outros têm escrúpulos e não lhes fazem o mesmo. Na Moita [a filial de onde veio, segundo percebi] a gente era bem melhor."
Baltazar (chamemos-lhe assim), retorquiu: "Olha, primeiro o pessoal da Moita é tão boa como a do Porto, são feitos do mesmo material - a diferença é que aqui promove-se a bufaria e premeia-se a adulação, e lá não. Segundo, a vantagem desde que chegou este chefe é que ficámos a saber com quem contar e o que cada um vale... ou não! Ficou tudo exposto."
O terceiro, Melchior (façamos de conta), foi beberricando o seu café enquanto os ouvia. Quando lhe pediram a opinião, encolheu os ombros e desabafou: "Por mim, preferia a ignorância, não ter que conhecer as avessas das pessoas e levar umas facadas nas costas; antes continuar tudo como antes, havia outra camaradagem (ainda que falsa) e amigos com a pequeno, porque não eram testados a fundo."
Vai-se a ver e este é que a sabe toda.

Moral da história: As pessoas são como as cebolas (e os ogres, como disse o Shrek): têm camadas e algumas fazem chorar quando descascadas.

* arrivista: s. 2 gén. pessoa que quer ter êxito a qualquer custo, mesmo em prejuízo de outrém; indivíduo ambicioso, sem escrúpulos; videirinho.
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terça-feira, 12 de abril de 2011


Escher, Relativity

O problema do mundo é que os estúpidos têm certezas e
os inteligentes vivem
cheios de dúvidas.
Bertrand Russel
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

TÁ TUDO CONTROLADO!



Muhammed Saeed al-Sahaf era a sua graça, ministro da propaganda a sua função. Bagdade debaixo das bombas da coligação, e insistia que as tropas inimigas estavam longe dali.
Também cá temos disso: as contas estão controladas, não vamos recorrer ao FMI, nós é que defendemos o Estado Social, blábláblá. Até que os maus (os outros) impedem a obra do grande líder.
Ambos em fase de negação.


Epitáfio de Portugal
"ASSIM FICA MELHOR, OU FICA MELHOR ASSIM?"
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sábado, 9 de abril de 2011



Há, na parte mais ocidental da Ibéria,
um povo muito estranho:
não se governa nem se deixa governar!

Carta de um general romano (Galba?) ao imperador, séc. III a.c.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

MURALMENTE

O conceito de graffiti é-me pouco simpático, por razões éticas: aprecio muito o direito à propriedade, cada um pinta o que é seu. Porém, há graffiti bem esgalhado.
Tão bem esgalhado que começa a entrar no mercado da Arte, com direito a leilões e exposições em galerias ou museus, como a Tate Modern de Londres. Se a memória não me atraiçoa, foi há pouco vendido um mural por 1 milhão de dólares - tudo por um vandalismo alheio! Estou a brincar, as cidades podiam criar espaços para isso, se forem bem enquadrados.
Bem, parece que agora existe um criador em voga que, para aumentar a curiosidade, de nome Banksy.
Escolhi 7 "obras" suas e, como um potpourri, juntei-lhe 5 murais vintage, datados e já com valor histórico, e 2 trabalhos dum género diferente, mais complexo, para conseguir profundidade.

I






eta provocação

II
nunca pensei dizê-lo com esta idade, mas é o mais giro




III

A LEI MENDONÇA


Nos tempos da ministra Leonor Beleza, deu brado uma lei que tinha uma vírgula fora do sítio, deturpando "inadvertidamente" a legislação a favor de alguns. A história que me contaram hoje é dessa altura, e ficou conhecida por Lei Mendonça.
Um senhor, responsável pela elaboração de processos para pagamento de indemnizações, reparou que o colega estava a usar valores desactualizados: "Olha, o valor das indemnizações desceu, estás a usar números errados nas contas", informou. 
O outro sorriu e respondeu: "Tenho aqui na pilha um processo do Mendonça, vais ver que o valor antigo [mais alto] vai ser reposto."
O primeiro não acreditou. Teve por isso, dias depois, que refazer os cálculos de todos os processos que tinha em mão, porque a nova tabela foi suspensa durante algum tempo (o "necessário"), pagando temporariamente indeminizações mais vultuosas.
Agora tem piada, mas imaginam-se a viver numa altura assim, em que as leis eram feitas ad hominem? O que vale é que, passados 20 anos, estamos mais civilizados e as coisas não se passam assim..

P.s.: Conheci um Mendonça, não sei se o mesmo, muito poderoso: mãos calejadas, pele tisnada, cabelo puxado para trás com brilhantina, sobretudo pelos ombros e fato às riscas com mau corte, acompanhante um pouco atrás.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011


A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.
Clara Ferreira Alves, Expresso
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