...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

domingo, 29 de maio de 2011

NÚMEROS DE POLÍCIA

A República Checa não existe assim há tanto tempo, data de 1918, e ainda assim misturada com a Eslováquia durante quase 3/4 do século XX.
Houve períodos em que mandava a casa de Luxemburgo, os reis boémios, também da Hungria e da Polónia, imperadores do sacro-império e, a certa altura, os imperadores austro-húngaros. Incluindo a Marie Térèse.
Foi esta senhora que trouxe em 1770 uma "invenção" de Viena, provavelmente vista pelos autóctones como um imbecil sinal de imperialismo: numerar as casas. Mas ainda resistiram, em Praga, muitos símbolos alegóricos (alquímicos ou ligados aos ofícios dos locatários) colocados acima das portas, que identificavam as casas.
A maioria concentra-se na rua Nerudova, na margem oeste do rio Moldava, em Mála strana.




















e na margem leste, em Staré Mesto
.

sábado, 28 de maio de 2011

DITADURA DO PROLETARIADO

No centro de Praga (Na Prikope 10), numa rua com lojas internacionais, por cima do McDonald e ao lado dum casino - tripla ironia - há o Museu do Comunismo, para que ninguém esqueça os cerca de 44 anos de 'tá caladinho, a gente sabe o que é melhor para ti'.
Pequeno, com memorabilia da época (incluindo estátuas que perderam o lugar nas praças, cartazes, fardas, a réplica duma sala de interrogatório e uma arca frigorífica vazia, em honra aos tempos de abastança), algo kitsch e simplista, tem uma loja com artigos bem humorados, incluindo esta colecção de postais.
Curiosamente, logo à esquina é a Praça Venceslau, onde foi declarada por Vaclav Havel e Dubcec a vitória da Revolução de Veludo, que acabou com décadas de comunismo. Lá existe um memorial às vítimas do comunismo, difícil de encontrar: um arbusto com as fotografias de 2 rapazes mortos na primavera de 68.   


















.

domingo, 22 de maio de 2011

PUÂÂÂRTO (IV) - O PALÁCIO DA BOLSA

Perdida a Casa da Bolsa do Comércio, os mercadores do Porto passaram a discutir negócios na rua (R. dos Ingleses), mas era muito 'arejado', pelo que decidiram erguer umas instalações condignas. A Associação Comercial do Porto lançou então, a 6/10/1842, a primeira pedra do PALÁCIO DA BOLSA - numa corda bamba se equilibra a mistura de estilos, a saber, neoclássico oitocentista (dórico, jónico e corintio), toscano, neopalaciano inglês e policromático neomudéjar.

O vestíbulo da entrada dá acesso à Biblioteca, a uma loja e ao Pátio das Nações (devido ao friso superior com o escudo nacional e armas de países com relações comerciais nos idos de novecentos - Brasil, Itália, Saxe, Pérsia, Argentina, Rússia, Inglaterra, Alemanha, Suíça, Dinamarca, México, França, EUA, Grécia e Noruega), com um claustro envidraçado e uma clarabóia metálica. Aqui se fazem os banquetes.

Não posso olvidar a casa de banho, forrada a madeira e com um grande móvel para pousar casacos, luvas e bengalas, enquanto os cavalheiros se 'refrescavam'.
Pela granítica escadaria se acede à Sala de Reuniões (ou sala dourada, devido ao tecto coberto a ouro), ao gabinete do Presidente (estilo império), à Sala das Assembleias Gerais, à Sala dos Retratos e, finalmente, ao ex-libris do palácio - o octogonal Salão Nobre, mais conhecido por Salão Árabe, por causa dos caracteres que cobrem as paredes e tecto.

Convento de S.Francisco, Palácio da Bolsa e Mercado Ferreira Borges
 Pátio das Nações


 Biblioteca
Escadaria
 Sala Dourada
Sala das Audiências
Salão Árabe