...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

quinta-feira, 10 de março de 2011

KINETOGRAPHO PORTUGUEZ



Aurélio Paz dos Reis (1862-1931) ficou conhecido por ter sido o criador do primeiro filme português, A saída do pessoal operário da fábrica Confiança (um remake da Sortie de l'usine Lumière à Lyon, filmada pelos irmãos com o mesmo nome), apresentado a 12.11.1896. Não foi bem o primeiro: Reis vira uns meses antes as primeiras imagens do país, filmadas por Henry Short.
Sobre aquela apresentação, disse o Jornal de notícias: "O espectáculo de hoje apresenta o Kinetógrafo Português, sendo exibidos 12 perfeitíssimos quadros, 7 nacionais e 5 estrangeiros. Os quadros portugueses representam o seguinte: «Jogo do Pau» (Santo Tyrso), «Saída do Pessoal Operário da Fábrica Confiança», «Chegada de um Comboio Americano a Caboucos», «O Zé Pereira nas Romarias do Minho», «A Feira de S. Bento», «A Rua do Ouro» (Lisboa), «Marinha». O espectáculo é completado com a companhia de Zarzuela que se fará ouvir nas peças Música Clássica, Las Campanelas (primeira apresentação) e «Os Africanistas». O kinetógrapho português funciona no intervalo do 2º para o 3º acto". No dia seguinte, O Comércio do Porto dizia "Num dos intervalos, o Sr. Aurélio Paz dos Reis exibiu no kinematógrapho vários quadros, algumas dos quais muito engraçados e que tiveram intensos aplausos", enquanto O Primeiro de Janeiro assinalava "Hontem apresentação do kinetórgrapho português, pelo Sr. Aurélio Paz dos Reis teve êxito completo. Tanto as vistas estrangeiras como as nacionais, d'estes principalmente «O jogo do Pau» e a «Saída das Costureiras da Fábrica Confiança» foram acolhidas com grandes salvas de palmas".
Depois de apresentações no Porto e Braga, Reis segue para o Rio de Janeiro, mas falhas técnicas tornam a tourné num fiasco, e acaba a sua carreira de cineasta.
Reis foi fotógrafo-amador, edil e floricultor, exportou flores, vendeu carros Minerva, máquinas de escrever Yast e películas de fotografia. Algumas das suas fotografias têm interesse histórico, seja no defunto Palácio de Cristal (a construção de granito, ferro e vidro foi demolida em 1951, para dar origem a um pavilhão de betão, para acolher um Mundial de Hoquei...), seja no 5 de Outubro: Pais dos Reis, revolucionário republicano, acompanhou a tropa monárquica sitiada no Rossio, e fotografou a imprensa à espera, como ainda hoje acontece.

1906 Palácio de Cristal Porto
1908, Comício republicano Porto
5.10.1910 Lisboa
5.10.1910 Lisboa

O MELHOR DISCURSO POLÍTICO DE SEMPRE



É consensual, Dali era louco. Mas um louco genial e divertido, capaz de dizer que não era um bom pintor, cou que a diferença eentre mim e os surrealistas é que eu sou O surrealismo.
Afirmou-se anarquista e monárquico, apoiou o fascista Franco e o comunista Ceausescu, foi comunista e denunciou Buñel como comunista, no tempo do McCartismo. Precisava de atenção, digo.
Pintor, cineasta-actor, escritor, poeta, escultor, fotógrafo, criador de jóias e de frascos de perfume, designer do logotipo da Chupa chups, Dali tinha uma característica menos conhecida, era agarrado ao dinheiro, um pesetero, fazendo tournés pelos States e participando em publicidade a chocolates. André Breton arranjou-lhe mesmo um anagrama do nome, Avida Dollars, em homenagem ao seu amor pelas notas verdes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

UM PAÍS ZEZÉ CAMARINHA

Qual Bela e o Monstro, um dos noticiários da TSF abriu com a decoração do hemiciclo para a tomada de posse do PR – entrevistando uma floral designer (florista em moderno) sobre as rosas, crisântemos e orquídeas expostas – e seguiu para a venda de mais 1000M€ de obrigações de tesouro, num dia com novos recordes dos juros da dívida (7.81% a 5 anos, 7.70% a 10 anos), devido ao nervosismo dos investidores. Eu diria que o nervosismo é do Estado, os investidores estão placidamente a negociar, podem pedir o que quiserem aos aflitos que não podem regatear.

É que nenhum país aguenta muitos meses com os juros da dívida acima dos 7%, passa a trabalhar só para pagar juros, até não poder pagar a conta. E os credores só emprestam a um juro que incorpore, ou compense, o risco de incumprimento - ou o juro é aliciante, ou aplicam o dinheiro noutro lado. E, sem dinheiro vivo para ir pagando a dívida que vence, a juros comportáveis (pagáveis), o risco de incumprimento aumenta, blábláblá. Uma pescadinha de rabo na boca.

Depois a Alemanha não quer que a EU empreste dinheiro aos parceiros em apuros com juros baixos, ou atractivos, para obrigá-los a mudar de vida – um pormenor, o governo alemão existe para defender os alemães, que o elege (numa sondagem do Inst. Toluna, publicada hoje, 60% dos alemães estão contra ajudas). Disse o ministro das finanças teutónico, Wolfgang Schauble: não pode haver cedência nas condições do Fundo Europeu de Estabilização Financeira aos EM que precisem de se refinanciarem, os juros podem mesmo subir – para os países que falhem a consolidação das suas contas públicas e precisem de pedir ajuda, “essa ajuda não pode ser atractiva”. A puxar para juros mais baixos estão a Grécia e a Irlanda, pois nem os empréstimos da União acalmaram os mercados – aliás, nada acalma os mercados, nem diminuição da despesa, redução de salários, nada.
Somos um país Zézé Camarinha, pouco atractivo, pronto.

O governo vai amanhã a Bruxelas tentar uma saída, mas terá que apresentar medidas (são 50 que apresentaram hoje no CCS), que significam mais aperto e mais abrandamento da economia. Mais do mesmo, até ao PEC seguinte, pois mesmo a despesa corrente primária (sem juros) não retrocede.
Uma mudança de governo chega para aliviar a pressão, o que não aconteceu na Irlanda? Só com mais austeridade, e a valer, tipo nós é que apertamos o cinto "como deve ser".
Um feliz segundo mandato, Senhor Presidente.*

* Os deputados do BE (que enchem a boca com Democracia, mas parece não gostarem dos seus resultados) não participaram nos cumprimentos ao PR, no final da tomada da posse. Isso não é coerência, radicalismo ou irreverência, é apenas falta de educação. 
Mark Twain tem frases para tudo, para este caso também : boa educação consiste em esconder o bem que pensamos de nós próprios e o pouco bem que pensamos dos outros.
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O JANTAR ESTÁ NA MESA


"Às 7.30, os filhos tinham que sair da cama. E a correr, porque eram muitos e precisavam de se arranjar rapidamente. Levantavam-se todos com uma precisão militar (…). Às 8.30 estavam na copa a tomar o pequeno-almoço e seguiam para as aulas, que começavam às 9 horas. O almoço era às 13. E não se admitia atrasos de um segundo a ninguém, nem ao pai. Quem não estivesse a tempo não almoçava. O jantar exigia uma logística mais complicada. A freira que fazia companhia à avó Judite comia às 19; às 19.30, era a vez das criadas; às 20.15 dava-se o primeiro toque no badalo, para as crianças lavarem as mãos e se pentearem; às 20.30, o segundo toque, para estarem todos à mesa. Até à primeira comunhão, os filhos jantavam na copa, vigiados pelas criadas. A partir daí, recebiam um relógio de pulso e permissão para tomar as refeições na sala de jantar. (…) Enquanto não lhes dirigissem a palavra, as crianças deviam ficar caladas."
Miguel Pinheiro, Sá Carneiro

Cá em casa, é um rosário sentarmo-nos todos à mesa, há sempre vários "já vou" - depois vêem os "usa a faca", "senta-te direito", "come" e "despacha-te". Daí o fascínio com a organização (e a disciplina) das famílias grandes. O trecho de Miguel Pinheiro recordou-me o meu bisavô Mário: quem não estivesse à mesa quando ele se sentasse, não comia. Mas em vez do badalo, soava a voz da criada Amélia, a comida 'tá na menja!, para irritação da dona da casa.

sexta-feira, 4 de março de 2011

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Sebastião Salgado


A COBARDIA TEM ESSE DOM MARAVILHOSO:
VIRA-SE CONTRA OS QUE SE ACOLHEM NELA.
É APENAS UMA QUESTÃO DE PACIÊNCIA.
Inês Pedrosa, Sol 4.3.11


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HISTÓRIAS DE ENCANTAR


Há cerca de 3700 anos, mais coisa menos coisa, em Entre-os-Rios (Mesopotâmia, em Grego), uns gajos mais aéreos repararam que algumas estrelas estavam mal presas ao céu (uma hemisfera oca) e mudavam de sítio: magia, claro.
Vai daí, resolveram dedicar um dia a cada uma dessas 5 estrelas (planetas), entre os quais Marte e Vénus, acrescentaram mais um dia ao deus-sol (Baal) e outro à lua (Ishtar).
Tá explicado quem inventou a divisão do tempo em semanas, e a razão para os nomes ainda usados hoje em muitas línguas: o Sunday e Mo(o)nday ingleses, ou a maioria dos dias da semana em italiano ou francês.

Histórias como esta, ou a explicação de expressões como vandalismo, medidas draconianas, educação espartana, vitória de Pirro (à custa de tantas baixas, o general terá dito “mais uma vitória destas e somos exterminados”), aparecem em Uma pequena história do Mundo, uma edição da Tinta da China que apetece manusear (e os cantos rombos das páginas são à prova de crianças).
Ernest H. Gombrich (Viena 1909-Londres 2001) escreveu o livro em 1935. Desempregado no final do doutoramento, aceitou dar uma vista de olhos num livro de História para crianças, que um editor amigo queria traduzir de inglês para alemão. Resposta, “acho que conseguia fazer melhor que isto”.
Resultado, foi desafiado a apresentar um capítulo, correu bem, e depois proposto que entregasse o resto em 6 semanas. Sistematizou o livro e escreveu 1 capítulo por dia, com visita matinal à biblioteca pública (nada de google).
Ernest tinha 2 princípios: é possível explicar quase tudo a uma criança inteligente, sem linguagem barroca, e devia escolher os acontecimentos que afectaram um maior número de pessoas e que estavam mais vivos na memória colectiva.
Este livro é para mais de 10 anos, o que é claramente o meu caso. Comprei-o para a petiza, mas estou a lê-lo com gozo. Com uma escrita muito descontraída, escorreita e coloquial, é um prazer revisitar a história e as histórias, recordando ou aprendendo.
Quem tiver filhos ou sobrinhos a fazer anos, são 12€ muito bem gastos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

FOTOGRAFIAS A SÉRIO...

"O escritor e o fotógrafo utilizam as mesmas ferramentas, mas enquanto um descreve uma imagem com mil palavras o outro descreve mil palavras com uma imagem."
Jefferson Luiz Maleski

Há fotografias célebres pela sua qualidade, outras pela sua beleza, outras pelo segundo histórico - como o cogumelo atómico de Nagasaki, que calcinou 150.000 pessoas em segundos (mais uns milhares durante anos), ou a execução súbita dum prisioneiro em Saigão - "o coronel assassinou o prisioneiro, eu assassinei o coronel com a minha câmara", terá dito o fotógrafo.
Há fotógrafos que ganham a posteridade por toda uma obra, ou por causa duma foto só, porque se transforma um ícone (como Korda) ou porque é um soco no estômago. Não só no público, como no próprio autor, como é o caso de 2 fotografias que ganharam um prémio pulitzer: Eddie Adams tornou-se fotógrafo paisagista depois de fotografar 'a' execução em Saigão e Kevin Carter suicidou-se 4 meses depois de fotografar uma criança subnutrida vigiada por um abutre. Como não ficar chocado com essa imagem ou com o desespero da menina vietnamita, queimada pelo napalm, sob a indiferença dos soldados?
Nalguns casos, o retratado é identificado: o menino sudanês chamava-se Kong Nyang, foi uma das primeiras pessoas a chegar ao campo de acolhimento (vê-se pelo nº da pulseira) e sobreviveu, morrendo em 2006 com febres; a menina vietnamita chama-se Khim Puc, reencontrou mais tarde o fotógrafo e vive no Canadá, onde dirige uma fundação para crianças vítimas de guerra e é embaixadora da UNESCO; a menina afegã foi localizada 18 anos mais tarde, e tem a graça (a que lhe resta!) de Sharbat Gula.
Já agora, o russo que ajuda o soldado a hastear a bandeira no reichstag (uma encenação corrigida, a bandeira era uma toalha vermelha e o soldado tinha 2 relógios no pulso, fruto do saque) chamava-se  Abdulkhakim Ismailov e morreu em fevereiro de 2010, no Daguestão natal.

23.2.1945 Iwo Jima (Joe Rosenthal)
2.5.1945 bandeira russa hasteada no reichstag (Ievgeny Khaldei)
9.8.1945 Nagasaki (USAF)
14.8.1945 Festejos da vitória, Times square (Alfred Eisenstaedt)
5.3.1960 Che num funeral (Albert Korda)
Che (René Burri)
1.2.1968 Execução de vietcong (Eddie Adams)
8.6.1972 Vietname (Nic Ut)
1989. Praça Tiananmen (Jeff Widener)
1993. Sudão (Kevin Carter)

1994. Dirigente da extrema-direita suplica antes da execução
1984-2002. Menina afegã (McCurry)

... E FOTOGRAFIAS A BRINCAR

O fotógrafo Mike Stimpson é apaixonado por construções de Lego, vai daí pôs as mãos à obra, reproduzindo em peças algumas das imagens mais famosas do séc. XX (julgo que a foto de Maradona é um dum copycat).
Marco Pece teve a mesma ideia, mas com uma tela renascentista.

 1931. Almoço no arranha-céus, edifício GE (Charles Ebbets)
 1932. Atrás da Gare Saint-Lázare (Cartier-Bresson)
 5.9.1936. Morte dum soldado legalista (Robert Capa)
 23.2.1945. Hasteando a bandeira em Iwo Jima (Joe Rosenthal)
1ª foto a ganhar o prémio Pulitzer
 15.8.1945. Desfile em Times Square, no dia da vitória (Alfred Eisenstaedt)
 15.8.1961. O salto do soldado Conrad Schumann, 3º dia da construção
do muro de Berlim (Peter Leibing)
 1.2.1968. Gen. Nguyen Ngoc Loan executa vietcong (Eddie Adams)
Prémio Pulitzer

1969. Bed-ins for Peace, Lennon e Yoco Ono (Gerry Deiter)
20.7.1969. Chegada do homem à lua
 1986. "Se houve alguma mão, foi a mão de Deus", Maradona
5.6.1989 Estudante desafia exército, Praça Tiananmen (Jeff Widener)
A Última Ceia de Leonardo da Vinci

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

CAEM QUE NEM TORDOS



Não imaginam a trabalheira que foi conseguir que a minha filha seja do Sporting, vivendo a passos do Porto. Amor não correspondido pelo clube, o dito está em auto-gestão (sem presidente e sem treinador) e há sete jogos sem ganhar (4 empates e 3 derrotas), basta mais um mau resultado para igualar a pior série de resultados de sempre (em tempos do Marinho Peres, descobri). Curioso é haver 4 candidatos à presidência para governar uma casa sem craques, sem ânimo e, principalmente, sem dinheiro. Mas cheios de promessas.
Resolvi googlar, que de futebol não arquivo informação, e dá para ver o sucesso dos clubes pelo número de presidentes. Pinto do Costa foi eleito em 1982 (pouco menos que mubarak...), compare-se com os outros 2 grandes:
O Benfica teve 7 presidentes, mas o último é o mais longevo, 8 anos: Fernando Martins (81-87), João Santos (87-92), Jorge de Brito (92-94), Manuel Damásio (94-97), João vale e Azevedo (97-2000), Manuel Vilarinho (2000-2003), Luís Filipe Vieira (2003-).
O Sporting vai para o décimo: João Rocha (82-86), Amado de Freitas (86-88), Jorge Alegre Gonçalves (88-89), José de Sousa Cintra (89-95), Pedro Santana Lopes (95-96), José Haltreman Roquete (96-2000), António Dias da Cunha (2000-2005), Filipe Soares Franco (2005-2009), José Eduardo Bettencourt (2009-2011).
Para clube aristocrata, há demasiada consulta popular. Hum.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

FAZ RIR, MAS É DRAMÁTICO *


"Como pode um líder sujeitar seu próprio povo a uma chuva de metralhadoras, tanques e bombas? COMO PODE UM LÍDER BOMBARDEAR SEU PRÓPRIO POVO, e depois dizer ‘matarei qualquer um que diga qualquer coisa?’. (...). Eu seriamente quero que todos os chefes de Estado prestem atenção a seu povo e cooperem, sentem e conversem, e ouçam a suas palavras. Por que eles agem tão mal que seu povo precisa recorrer à pressão por reformar?"
Ahmadinejad, Irão, sobre a violência nos países árabes com revoltas

"É UM LÍDER CARISMÁTICO"
Sócrates, Portugal, sobre Kadhafi

"ISTO É UMA OBSCENIDADE."
Berlusconi, Itália, sobre a acusação de prostituição de menores

* Frase atribuída a il Cavalieri

FOI NOTÍCIA

JOSHUA BENOLIEL (1873-1932) foi talvez o primeiro fotojornalista português. Em 1898 publica as suas primeiras fotografias como amador e, aos 30 anos, é repórter fotográfico do jornal O Século (até 1918 no celebérrimo suplemento Illustração Portugueza) e, um ano depois, correspondente do ABC espanhol. Talvez “prós alfinetes”, também foi despachante alfandegário e relações públicas dos hotéis Alexandre de Almeida.
Esteve em quase todas: a vida social da Casa Real, a visita do rei espanhol Afonso XIII e do presidente francês Emile Loubet, o regicídio, a viagem de D. Manuel pela Europa, a implnatação da República, a primeira guerra mundial (quer nos preparativos da expedição, quer acompanhando Bernardino Machado na visita às tropas, em França), o golpe de Estado de Sidónio, a visita do presidente Carmona a Espanha.
Digo quase todas porque falhou os assassinatos de Sidónio Pais e de D. Carlos – fotografou a sua chegada de comboio de Vila Viçosa, e correu para o Palácio das Necessidades para fotografar a recepção oficial. Que nunca aconteceu, o rei morreu no caminho.

Greve das varinas, 1900
Comício republicano, Avenida D. Amélia 1906
"A mais extraordinária fotografia do Rei Dom Carlos é provavelmente esta, tirada por Joshua Benoliel durante um torneio de florete presidido pelo Rei, na Tapada da Ajuda, em 1907. O Rei muito mais informal, traja casaco sem bandas e colete de gola, calça pie-de poule e chapéu mole. Pela primeira vez e talvez única vez, o fotógrafo apanhou um sorriso rasgado, revelando dois dentes nitidamente tortos. Não se preocupa sequer, em esconder o curativo que lhe protege o dedo queimado do calor do charuto. A imagem foi considerada tão excepcional que vários editores de postais ilustrados a reproduziram. S.M. El-Rei Dom Carlos, está acompanhado pelo Seu irmão, Sua Alteza O Infante Dom Afonso de Bragança, Duque do Porto." Site da Família Real


A minutos do regicídio, 1.2.1908
O regicida Manuel Buiça, 1908
Construção duma das urnas do rei (a 1ª era muito pequena)
Revolucionários na Rotunda, Outubro 1910
Proclamação da Repúbica, 5.10.1910
Governador Eusébio Leão pede calma, 5.10.1910
Primeira bandeira da República, 5.11.1910
Grevistas da CUF, 1911
Chegada de Afonso Costa a Lisboa, 1912
21.10.1913 (a photo minha preferida**)
Partida de Bernardino Machado para o exílio, 1917
Preparativos do Corpo Expedicionário Português
Embarque do CEP para a Flandres, Sta. Apolónia 1917

** para mais informação sobre o assalto ao jornal do Partido Legitimista, ver http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2009/09/10/jornais-assaltados-e-%E2%80%9Cempastelados%E2%80%9D/)