...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

UM DIAMANTE CARTIER, BRESSON

Henri Cartier-Bresson (1908-2004) é um dos principais fotógrafos do séc. XX, talvez o pai do fotojornalismo. Em 1931, inspirado por uma fotografia do Martin Munkacsi, com 3 miúdos nus brincando numa praia do Congo - nela viu que ''o equilíbrio plástico desta foto suspende seu ímpeto pela vida...um retorno às origens...a mais nobre humanidade” (um bloguer viu uma "coreografia de dança, com a liberdade genuína do ser humano...totalmente livres sem obstáculos, poderosamente sensuais, exuberantes, joviais, vivos... leves e verdadeiros, brincando entre si, como se fossem os únicos possuidores da verdade humana” – não vi nada disso, mas ‘tá gira) -, resolveu o que queria fazer.
Em 1947, fundou a agência fotográfica Mangnum, com Robert Capa, Bill Vandivert, George Rodger e David Seymour, passando à procura do “momento decisivo”, pois a foto não deve ter coreografia ou preparação. O seu apogeu ocorreu com as reportagens na Índia (cobrindo os últimos dias de Gandhi) e na china chegada ao comunismo, em 1948-50. Abandonou a agência em 66 e reformou-se em 1975, reservando a sua Leica (marca de sempre) para fotografias familiares e voltando à pintura, seu primeiro amor.
Dele são as frases "Fotografar é colocar na mesma mira a cabeça, o olho e o coração" ou “A gente olha e pensa: Quando aperto? Agora? Agora? Agora? Entende? A emoção vai subindo e, de repente, pronto. É como um orgasmo, tem uma hora que explode. Ou temos o instante certo, ou o perdemos… e não podemos recomeçar…
Com uma obra extensa, o difícil é escolher o que mostrar. Cada fotografia seguinte merece o palco só para si, pelo insólito, pela carga histórica, pela estética ou por serem, na verdade, o momento decisivo.

O clique: Lago Tanganica-Congo 1930, por Munkacsi
Hyeres 1932
Bruxelas 1932
Junto à gare Saint Lázare 1932
Marselha 1932




Jean Paul Sartre 1946
Truman Capote 1947
Xangai 1948. Fila no banco, para levantar ouro, antes da chegada dos comunistas
Dheli 1948. Nehru anuncia a morte de Gandhi
Funeral de Gandhi
Matisse 1951


Itália 1952
Atenas 1953
Paris 1953. Membro da Academia Nacional
Rue Mouffetard 1954 Reno USA 1961. Marylin
Alberto Giacometti 1961 Samuel Beckett 1964
Brie 1968
Brasserie Lipp, Saint Germain des Prés 1969
Rua Arbat, Moscovo 1972
Celebração do 1º de Maio, Leninegrado 1973
Paris 1973

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CARTIER BRESSON AU PORTUGAL

Em 2010, o MoMa apresentou uma retrospectiva de Cartier Bresson, intitulada "o século moderno", sobre o período 1929-89. Portugal aparece em 2 das cerca de 300 fotografias apresentadas, com Belém (Mosteiro dos jerónimos) e a Nazaré.
O fotógrafo andou por cá um mês, em 1955, numa espécie de raide (sem auto-estradas e scuts): Lisboa, Cascais, Estoril, Sintra, Óbidos, Nazaré, Coimbra, Porto, Amarante, Lamego, Tomar, Alpalhão, Castelo de Vide, Marvão e Estremoz. Uff.
Consta que não gostou do país.
Daqui levou uma imagem dum país atrasado e profundamente católico. Mas não foram só pobres com roupa remendada e farda regional, também clicou uma festa privada da alta burguesia de cascais, onde foi conviva.
Com pena minha, não consegui encontrar algumas das fotografias sem a "marca-de-água" da Magnum. As minhas preferidas são a primeira (um observador mais imaginativo viu na coluna um caminho para o céu...) e a de Lamego.

Jerónimos, Lx

Praça do Comércio, Lx


Praça do Comércio, Lx

Castelo de S. Jorge, Lx

Terreiro do Paço, Lx

Cascais

Praia do Tamariz, Estoril


Porto
   

Amarante (legendado Guimarães, no livro Europeans)
 
Viana do Castelo


Viana do Castelo
Alentejo

Lamego

Estremoz
 
Nazaré
 
Nazaré
 


Nazaré
 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

REAGAN, O COWBOY AMERICANO


Ronald Reagan faria hoje cem anos. Actor, presidente do respectivo sindicato, 33º governador da califórnia (1966-74) e 40º presidente americano (1980-88), é considerado o 2º presidente mais popular da história, a seguir a Kennedy.
Face do liberalismo, a par de Tatcher, foi responsável pela controversa reagonomics, assente no estímulo à oferta, diminuição de impostos (mais tarde subiu-os) e desregulamentação. Esta política levou a uma recessão durante 2 anos, seguida por 96 meses de crescimento, a maior expansão em tempo de paz. No seu mandato, o rendimento médio dos americanos subiu 15%, foram criados 20 milhões de empregos e a dívida pública triplicou. Adepto dum Estado pequeno, porque "o governo não é a solução, mas o problema", deixou-o maior do que encontrou.
No plano externo, a doutrina "paz pela força", com o forte investimento na defesa (a "guerra nas estrelas" inflacionou o orçamento da defesa em 50%), levou a URSS ao tapete, sem dinheiro para bancar, ao mesmo tempo que teve a sorte de encontrar como interlocutor Gorbachov, com quem criou uma relação cordial e assinou um tratado de redução de armas nucleares. 20 anos depois de kennedy dizer na berlim ocidental "somos todos berlinenses", Reagan foi lá exigir "Sr. Gorbachov, deite abaixo este muro" - o que aconteceu no final da década.
No reverso, os EUA venderam secretamente armas ao Irão (em troca da libertação de reféns no Líbano) e financiaram ilegalmente os contras da Nicarágua. Anticomunista primário, apoiou ditadores como o filipino Ferdinand Marcos.
Saiu aos 51 anos dum partido democrata esquerdizado, 2 anos depois fez um brilharete numa convenção republicana, 2 anos depois era eleito na califórnia, perdeu 2 primárias para presidente e foi ungido presidente aos 69 anos. Com fama de conservador, era sobretudo prático e preocupado com soluções e resultados, não desdenhando compromissos com os democratas. Conquistou o povo estimulando o orgulho da grande nação, com discursos tipo "nós vamos vencer este desafio, porque, afinal, somos (os) americanos". Nada como dizer aos americanos que são os melhores, pois então.
Carismático e caloroso, Reagan é lembrado por algumas gaffes (como brindar ao povo da bolívia, no Brazil), mas essencialmente por piadas inesperadas. Quando perguntado sobre como seria enquanto governador, o candidato-actor respondeu "não sei, nunca fiz o papel de nenhum"; noutra ocasião, afirmou não estar preocupado com o défice, "ele é grande o suficiente para de cuidar a si mesmo".
Para a história fica o susto, quando resolveu dizer antes duma emissão radiofónica, pensando que o microfone estava desligado, "meus compatriotas americanos, acabo de assinar a legislação que acaba com a rússia para sempre, o bombardeio começa em 5 minutos".

Eis algumas das suas pérolas, algumas a gozar consigo próprio:
Um comunista é alguém que leu marx e lenine, um anti-comunista é alguém que compreende marx e lenine.
Se na URSS fosse permitido outro partido, continuava a ser um país de partido único, todos se mudavam para esse.
Dei ordens para ser acordado em caso de emergência nacional, mesmo se estiver numa reunião de gabinete.
Há vantagens em ter sido eleito presidente, no dia seguinte as minhas notas de liceu foram classificadas secretas.
Nunca tomo café ao almoço, mantém-me acordado à tarde.
Dizem que trabalho duro não faz mal, mas não arrisquei.
A visão do Estado sobre a economia resume-se a umas frases: se mexe, taxa; se continua a mexer, regulamenta; se deixa de mexer, subsídia.
O primeiro dever do Estado é ajudar as pessoas, não gerir-lhes a vida.
O governo não tende a resolver problemas, mas a rearranjá-los.
O governo é como um bebé, um canal alimentar com um apetite enorme numa ponta e nenhuma noção de responsabilidade na outra.
Dizem que a política é a segunda profissão mais velha do mundo, parece-me muito parecida com a primeira.
Como seriam hoje os 10 mandamentos, se Moisés tivesse que os submeter ao congresso?

Mas a minha preferida é sobre o Alzheimer, de que padeceu, "a vantagem desta doença é que conheço pessoas novas todos os dias". Sempre a olhar para o lado luminoso da vida, diriam os Monty Phyton.

EDUARDO GAGEIRO, A REVOLUÇÃO

Antes do 25 de Abril impediram-no de publicar muitas imagens?
Fazia fotos quando os outros não faziam. Os membros do governo chegavam a agarrar-me no braço e dizer: "Já não posso ouvir esses disparos." Fiz uma sequência única no funeral do Salazar que a PIDE censurou: a governanta, D. Maria, a despedir-se do patrão.
Não havia lá mais fotógrafos?
Naquela altura não havia jovens interessados. Tiravam uma fotografia e iam-se embora. Eu fiquei até ao fim porque estava lá a Maria. Era uma da manhã quando iam fechar o caixão e ela decide despedir-se do patrão. Tenho a sequência toda. A censura não deixou passar. Eu era um tipo mal visto. Até fui dentro.
Porquê?
Porque me denunciaram. Uma colaboradora do "Século Ilustrado" ficou com inveja de não ter sido ela a ir para lá e denunciou-me como comunista, coisa que nunca fui, e que fazia fotografias contra ao regime.
E fazia?
Fotografava a realidade, as pessoas. Não fazia o que eles queriam. Colaborava com a Associated Press. As fotografias das manifestações de estudantes que apareciam lá fora eram minhas. Mas a PIDE não sabia.
Como foi estar preso?
Estive preso três semanas no Forte de São Julião do Estoril. Olhava através das grades duplas e ficava cheio de inveja do GNR lá fora. Cria-se ansiedade. Passei o resto do tempo virado para a parede. Durante anos não conseguia ficar contra uma parede. Ao fim de três semanas fui ouvido. Lembro-me de me dizerem: "Você é um gajo de sorte. Temos um país tão bonito, porque é que faz fotografias de pessoas e não de paisagens? Não vê que a fotografia da Nazaré [uma mulher vestida de preto, descalça, a puxar os barcos do mar, que ganhou vários prémios] dá má imagem de Portugal?" Sabe porque me libertaram? Os correspondentes estrangeiros perguntaram por mim. Eles não queriam essa batata quente.
Tornou-se mais conhecido quando teve o exclusivo do massacre nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. [Um grupo de terroristas sequestrou e assassinou atletas israelitas.] Como conseguiu?
Naquele dia não entrava ninguém na cidade olímpica. Estava muito frustrado. Às tantas lembro-me que a minha identificação era parecida com a dos atletas, só tinha uma letra a mais. Ponho-me num grupo deles e entro disfarçado. Fui ter com a delegação portuguesa, que estava no 16.o andar, e da varanda faço a sequência dos terroristas. Mandei o rolo para Lisboa através de um atleta e fui para o centro de imprensa contar a história. Ainda me ofereceram 250 contos, mas para mim o dinheiro não funcionava nesse dia. Estava feliz da vida. Apanhei uma bebedeira, mas no outro dia, mais sóbrio, cheguei à conclusão que fiz mal. No "Século" agradeceram-me com uma carta simpática, mas não me deram nem 25 tostões.
No 25 de Abril acompanhou o capitão Salgueiro Maia. Como soube que ia rebentar a revolução?
Às cinco da manhã recebi um telefonema de um amigo: "Vai para o Terreiro do Paço que é hoje." Chego lá, mas um soldado não me deixa passar. Com uma grande lata, digo que sou amigo do comandante. Mentira, nem sabia quem era. Apresento-me e o Salgueiro Maia diz para eu andar com ele.
Teve medo?
Não tenho a mania que sou herói, mas a fotografar nem penso no medo. Ouvi três vezes "Fogo", quando o Salgueiro Maia estava na Avenida da Ribeira das Naus. Foi o primeiro confronto entre os militares e os fiéis do regime. Felizmente recusaram as ordens de disparar. Depois entra-se numa fase de negociação, o interlocutor era um homem chamado major Pato Anselmo, que me disse: "Se me fotografas, mato-te."
O que fez?
Fiquei no mesmo sítio. É nesse momento que se resolve a revolução, quando o major é preso. Tenho essa sequência toda. O Salgueiro Maia dizia que a minha fotografia era histórica. Ele vem a morder o lábio para não chorar, porque foi naquele momento que se decidiu o 25 de Abril. Foi o dia da minha vida. (...)
Jornal i, 15.1.2011

25.04.1974




rendição da pide
libertação de presos políticos
1º de maio de 1975, imagem pintada por vieira da silva

1975, barroso lidera manif contra prisão de arnaldo de matos
1975, ponte salazar tem novo nome

vasco gonçalves
independência, timorense com bandeira enterrada desde 1975

sábado, 5 de fevereiro de 2011

EDUARDO GAGEIRO, A EXPOSIÇÃO

Tem uma nova exposição, "Retratos com Histórias". Há sempre histórias por trás dos retratos?
Sempre. Esta exposição foi um convite da Kameraphoto - um colectivo de fotógrafos fantásticos -, que me me sugeriu que mostrasse os retratos que fiz nos anos 50 ou 60. Foi o Valter Vinagre que seleccionou as imagens. Os meus retratos não são clássicos. Não gosto do "Olhe para a máquina". Mas houve retratos muito complicados.
Quais?
O do bailarino Rudolf Nureyev. Como conhecia bem o São Carlos, pus-me num corredor por onde ele tinha de passar e esperei. Quando ele passou gritei: "Um minuto." Só tenho aquela fotografia. A do Orson Wells também foi complicada.
Porquê?
Ele era inacessível. Esteve em Portugal, mas só o apanhávamos a entrar e a sair do Hotel do Guincho. Como eu era amigo do dono do hotel pedi-lhe que intercedesse por mim. O sr. Wells lá condescendeu, mas avisaram-me: "Tens de ser rápido." A única coisa que lhe pedi foi que se aproximasse da janela. Fiz duas fotografias.
Ele foi simpático?
Nem por isso. Num retrato é importante que haja uma empatia entre fotógrafo e fotografado. Se não existe, isso reflecte-se nos olhos do retratado. Vê-se que Orson Wells estava ali a aturar-me.
Como conseguiu fotografar a actriz Gina Lollobrigida?
Foi em 1967, na festa dos milionários Patiño. Eles tinham um fotógrafo estrangeiro e um português, um bate-chapas de quem não vou dizer o nome. O resto ficava ao portão. De repente vejo um tipo que eu conhecia dentro de um carro e pedi-lhe que me deixasse esconder no banco de trás. Parecia uma criança numa loja de brinquedos. Aquilo era só vedetas. Fiz dez fotos e fui expulso. O fotógrafo português entregou-me à segurança.
Na exposição, quais são as fotografias mais marcantes?
Há muitas. A do Raul Solnado é inusitada. Tinha combinado uma reportagem com ele e como estava para breve a inauguração da ponte sobre o Tejo sugeri irmos para lá. Ele era um tipo fantástico, das melhores pessoas que conheci. Fizemos coisas malucas, como a fotografia dele no esgoto. Também gosto muito da fotografia da Amália a sair do carro. Ela parece estar num sítio estranho, com crianças que não lhe ligam nenhuma, e no meio da confusão está como uma diva. Também tenho uma história engraçada com o Torga.
Com o retrato em que ele está de meias?
Nessa altura eu era fotógrafo do presidente Eanes e andava a fazer um livro sobre o Alentejo, mas não tinha ninguém para escrever o texto. O Eanes pôs-me em contacto com o Torga. Ele aceitou, mas disse-me que cobrava cem contos. Um dinheirão em 1985. Quando conheci Torga, aproveitei para o fotografar, mas pensei: "Tramaste-me com os 100 contos, tramo-te com as meias." (Risos.) Não sou nada vingativo e aquilo ficou giro. Mas a história não termina aqui.
O que é que aconteceu?
Fui a Coimbra com o recibo do pagamento e ofereço-lhe umas fotos minhas do Alentejo. No meio da conversa, ele abre o armário e pergunta: "Já leu o meu último diário?" Respondi: "Não li, sr. doutor." Ele tinha montes de livros no armário, tinha acabado de receber 100 contos e responde-me: "Vendem aqui em baixo, na livraria." Não gostei, claro. Depois pedi-lhe um autógrafo e ele não achou graça.
No retrato de Sophia de Mello Breyner parece que não está ali um fotógrafo. Como consegue passar despercebido?
Já conhecia a Sophia de quando trabalhava na revista "Eva" e ela simpatizou comigo. Estava muito à vontade. Era quase da família. Naquele caso ela estava em casa assim e limitei-me a disparar. Era uma mulher com uma postura corporal fantástica, elegante, muito educada, e confiava em mim.
Como se conquista essa confiança?
Sendo uma pessoa credível, conversando com o fotografado e criando uma relação de confiança. Só duas pessoas é que me pediram para ver as fotos antes.
Quem?
O Cavaco Silva, na altura em que era primeiro-ministro, e o Champalimaud.
Porquê?
Estava a fazer um livro chamado "Revelações" e queria fazer retratos diferentes. Por exemplo, fotografei o Vergílio Ferreira a tocar violino para os amigos e o Jorge Sampaio, que é um melómano, fotografei-o com uma batuta a simular uma orquestra. O Champalimaud quis fotografá-lo de luvas de boxe, como um lutador, e consegui. Mas os filhos ficaram preocupados e tive de lá ir mostrar a fotografia antes. Ele gostou e depois de lhe enviar um exemplar do livro mandou-me uma carta muito simpática e um cheque para pagar a oferta. O Cavaco fotografei-o com um cão ao colo.
Como correu essa sessão?
Inicialmente queria fotografá-lo como professor de York, com aquele fato académico. Estava tudo combinado, luzes montadas, mas no último momento desistiu. O assessor explicou-me que ele queria ficar como primeiro-ministro. Eh pá, mas como é que se fotografa como primeiro ministro? Aparece-me o Cavaco com uma central telefónica. Fiquei aflito. Ele agora está diferente, não tão frio.
Fotografou-o assim?
Tive de o fazer. Mas como o chefe de segurança me tinha dito que ele gostava de um cão sugeri que fossem buscar o bicho. Lá veio o cão. Primeiro fotografei com o cãozinho aos pés, depois ao lado, a seguir ao colo. Anos mais tarde perguntei ao assessor dele a razão da desconfiança. Descobri que outro fotógrafo disse-lhe eu ia lá para o tramar. Agora até brinca com a foto. Numa apresentação à imprensa, disse: "Este homem conseguiu pôr-me um cão ao colo."
Jornal i, 15.1.2011

antónio salazar 1962
antónio de spínola 1974, 2º lugar world press photo 1975
amália rodrigues 1971
orson wells
josé régio 1968
josé cardoso pires 1984
maria joão pires 2000
jorge de sena 1970
jaime cortesão 1962

miguel torga 1985
frederico gama carvalho
raul solnado 1966
maria lamas 1976
carlos paredes 1988
rosa ramalho 1968
eunice muñoz 1966
sophia de mello brayner 1964