A Imagem do Ano: Pedro Mendonça
"Para certos republicanos a República tem sido um pé de cabra com que vêem aumentando os seus haveres." Senador João de Freitas, histórico republicano, in Boletim parlamentar do Senado, 11-06-1913
A Imagem do Ano: 







Speaker's Corner, Hyde Park









CHURCHILL é talvez, a minha personalidade preferida do século XX. É, com Mark Twain, Millôr Fernandes e Grouxo Marx, autor duma série de frases célebres. Algumas mostram o seu sarcasmo: certa vez, uma Senhora retorquiu numa discussão “Você está bêbado!”, ao que Winston respondeu “E você está feia, a minha vantagem é que amanhã passa-me”.
Praga
U. Coimbra



Estávamos em 1975. Chegara o mês de Novembro e a confusão mantinha-se com o espectro da guerra civil a pairar. Era o tempo de Pinheiro de Azevedo (o “bardamerda-para-isto-tudo”) e do sequestro da Assembleia da Republica. Um país partido ao meio, dividido entre o Norte e o Sul. Em cima, os "tradicionalistas", e em baixo os “progressistas”. Rio Maior e as suas mocas, faziam a fronteira. Um dia o governo decide cortar o pio à Rádio Renascença (a rádio mais vermelha e a emitir em roda livre!), como não tinha militares do seu lado para o fazer (tal era a balbúrdia!) pede a um pequeno grupo operacional que opta por dinamitar a antena emissora. Entretanto, os Paraquedistas que controlavam aquela rádio, decidem ocupar as bases aéreas expulsando todos os oficiais, enquanto Otelo (o romântico) distribui G3’s por toda a extrema-esquerda (incluindo civis). E aqui começa o contar de espingardas. De um lado, Paraquedistas, Policia do Exercito e Fuzileiros estavam com a esquerda, apadrinhados por Otelo que ainda comandava o COPCON. A direita militar tinha Eanes (o homem dos óculos escuros que nunca ria) e os Comandos de Jaime Neves (o valente). No dia 25 de Novembro, Jaime Neves e os Comandos atacam e neutralizam a Policia do Exército na Calçada da Ajuda, onde morreram duas pessoas. As outras bases militares foram sendo ocupadas e controladas pelos Comandos, sem violência. Na RTP-Lisboa, um oficial barbudo ainda anunciava a vitória e a grandeza do poder popular, até começar a esbracejar indignado, sendo “substituído” no ecrã por um filme emitido a partir do Porto. Tinha acabado a revolução, o PREC e com isso toda uma época de rebaldaria. E começou um novo ciclo em Portugal, a democracia, que permitiu até que o PCP continuasse a existir (Melo Antunes, o iluminado). Por tudo isto e muito mais, 25 de Novembro sempre!

Fátima, era um assunto que já se estava à espera.
Pois bem, eu tenho a dizer:
No meu segundo post, sobre a tourada, escrevi que poucos assuntos me levam a tomar uma posição apaixonada ou “bélica”. O casamento gay não é um deles, EU NÃO QUERO SABER, façam o que entenderem.
Eu não lhe chamava casamento – igual o que é igual, diferente o que é diferente -, mas não insisto muito, tudo bem por mim. Devo afirmar que não tenho nada a dizer sobre a homossexualidade, não é doença nem peçonha.
Quanto à adopção, tenho alguma dúvida, apenas no que diz respeito às crianças. Se há tantos que não saem do armário, por opção própria, vão levar as crianças a sair do aparador, numa sociedade fechada? E acho pessoalmente que uma mãe faz sempre falta, "com 3 letrinhas apenas se escreve a palavra, que é das mais pequenas, a melhor qu eo mundo tem", era a lengalenga. Pelo outro lado, é preferível isso a fazê-las crescer num lar público, ou deixá-las num lar disfuncional, dizem com razão os progressistas.
Mas não posso acabar sem uma grande provocação aos caros combatentes, desculpem.
Levemos à frente o raciocínio e quebremos todas as convenções: quaisquer 2 pessoas, adultas, de forma consciente e voluntária, podem casar. Concordam?
Então, porque é que um pai não pode casar com uma filha adulta, se ambos quiserem de plena vontade? Ou irmãos, como os faraós? Mãe e filha? E um homem e três mulheres, se todos estiverem de acordo?
Digam lá porque não - qual é o argumento (e não venham com a genética)? É com eles.
É um problema, quem decide e qual o limite, porque inevitavelmente há um.
Adenda: Johanna Siguidardottir é primeira-ministra da Islândia, por acaso lésbica. A parada gay de 2008 juntou 70.000 pessoas, 23% do país, e transformou-se numa festa das famílias.
Lá, este assunto já não é assunto, porque há anos muitas pessoas deram a cara e a situação tornou-se natural.
Ouvi alguém dizer que permanecemos vivos enquanto se lembrarem de nós.