...e depois, com bigodes de leite, pedem mais paciência e esforço ao povo, que a "vaca 'tá seca".
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MESA FARTA

Quadra natalícia é tempo de abastança gastronómica, e os repastos
foram motivo pictórico desde sempre.

Banquete. Túmulo de Nebamun, Tebas. 1400 ac
 
Banquete. Túmulo dos Leopardos, Tarquínia. Séc. V ac
  
Festa familiar (fresco). Pompeia, antes de 79 dc
 
Banquete noturno. Gu Hongzhong (907-960)
 
Um festa elegante (detalhe de pintura exterior),
banquete dado pelo imperador Huizong da dinastia Song (1100-1125)
 
Banquete dado por John of Gaunt, 1º Duque de Lancaster e Duque da Aquitânea,
ao genro João I de Portugal (iluminura do séc. XV)

Jantar de nobreza (livro de horas de Herzog von Berry, 1416; iluminura de Janeiro)

Banquete no pinhal. Sandro Botticelli (1483)

Última ceia. Leonardo da Vinci (c. 1498)
 
Banquete dado pelo comandante-em-chefe Lala Mustafa Pasha
aos janíçaros, em Izmit, a 5.4.1578
 
Banquete dos besteiros da Guarda Civil de Amesterdão. Cornelis Anthonisz (1533)

A fonte da juventude. Lucas Branach o velho (1546)

A festa de casamento num estábulo. Pieter Bruegel o velho (1567)

Banquete dos oficiais da Guarda Civil de S. Jorge. Franz Hals (1616)

A morte aparece na mesa do banquete. Giovanni Martinelli (1635)

Companhia da Guarda Civil celebra a paz de Münster. Bartholomeus van der Helst's (1648)

O banquete de Cleópatra. Giovanni Battista Tiepolo (1744)

Banquete na casa de Nani, Giudeca-Veneza. Pietro Longhi (1755)

O almoço da festa no barco. Auguste Renoir (1881)

O banquete. Hogarth William (1884)

O banquete na casa do chefe da polícia. Marc Chagall (c.1923)

Banquete de Wall Street (fresco). Diego Rivera (1928)

Freedom From Want. Norman Rockwell (1943)

Banquete. René Magritte (1955)

O banquete, Picasso e as suas personagens. Renato Guttuso (1973)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

MEL BOCHNER VOLTA A SERRALVES

É verdade, depois de estar presente em 'Circa 1968', a exposição inaugural do museu, Bochner (1940) volta a Serralves com 'Se a cor muda', que abrange várias décadas de produção dum dos fundadores da arte conceptual.
Logo à entrada, um enorme mural (10 painéis) que, nas doutas palavras do folheto, 'remete para o esvaziamento do sentido na profusão de informação existente na comunicação contemporânea' - bem actual, neste clima de pré-campanha eleitoral. A seguir, fotografias, pequenas esculturas, desenhos, instalações e murais.
A exposição de Bochner 'provoca' mais pelas palavras que pelas imagens, fosse o tal mural da 'conversa da treta', fossem as cadeias de palavras das pinturas Tesauro (assim chamadas porque Bochner usou uma edição do dicionário de sinónimos Roget's Thesaurus), com jogos simultaneamente métricos, gramáticos e cromáticos. 
Até 27 de Outubro.


Blah, Blah, Blah (2011)


No Tought Exists Without a Sustaining Support (1970)
'demonstra o facto de Bochner, ao contrário de outros artistas conceptuais, não acreditar
que uma obra de arte possa existir apenas como uma ideia, sem qualquer tipo de
materialização. Para ele, a obra de arte pode começar como um pensamento, mas
para existir tem de ser depois expressa num suporte físico , mesmo que efémero.'
A frase serve para muito mais que a arte, não parece? 

If/And/Either/both (Or) (1998)


Master of the Universe (série Pinturas Tesauro)
 
Nothing (Série Pinturas Tesauro)

Contempt (Série Pinturas Tesauro)

No (série Pinturas Tesauro)

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

ANTÓNIO AREAL

António Santiago Gonçalves Areal e Silva (Porto 1934 - Lisboa 1978) foi - dizem - um pintor neofigurativo e abstracto de feição geométrica, auto-didacta de 'composições abstractas com justaposição de imagens incoerentes, de estranho mas sugestivo efeito'. No catálogo da exposição 10 Artistas (galeria S. Mamede, 1972), escreve-se 'De raiz surrealista, tem efectuado uma assistemática campanha de vanguarda, que crê definir-se como autocrítica num plano dialéctico de contradição'. Rui Mário Gonçalves resumiu 'Um grande terror está presente em toda esta investigação visual e mítica, conduzida com uma técnica extraída à execução realística - ele próprio classificou alguns desenhos de «realismo divergente» - cuja intenção é despertar os nossos modos de interrogação, incitar-nos à projecção psíquica, desenvolver a nossa capacidade visionária'.
Eu sou mais básico, e não faço uma análise tão tricotada da obra de Areal, mas encontro lá o abstraccionismo, a geometria, o surrealismo (de que se afastará a certa altura) e o tal realismo divergente, quer na pintura, quer na escrita desconcertante.
Roguei ao proprietário duma colecção privada de obras de Areal, que me permitisse fotografar alguns quadros, todos em platex (material usado por Areal), porque eles merecem ser vistos por mais gente que as visitas de casa - mesmo com as limitações dum fotógrafo incompetente.
O primeiro quadro é, de longe, o meu preferido e, lembro como se fosse hoje (mistérios duma memória porosa), foi assunto de conversa na primeira vez que lá entrei, há uns 25 anos: são úberes, insistimos eu e o meu pai, contra a opinião do connaisseur.        

1964

auto-retrato, 1972

Opus III, 1964

Série Capacetes, 1960s

Série O Coleccionador de Belas-Artes (14 quadros), 1970







ca. 1966



Prémio de desenho, 1968, SNI

ESCRITO


Cotaçõeshttp://www.vart.pt/areal_antonio
http://www.saomamede.com/artista.php?id_artista=26
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Areal
http://www.infopedia.pt/$antonio-areal

quinta-feira, 25 de julho de 2013

BLASFÉMIAS: LEÓN FERRARI

Por vezes, dá-se o caso de prestarmos mais atenção aos criadores depois deles morrerem. León Ferrari (1920-2013) morreu hoje*, razão suficiente para um raide pela sua extensa obra, espalhada por 7 décadas - foram várias as fases, as técnicas (desenho, colagens, escultura, desenho), os materiais (gesso, arame, papel, madeira, cerâmica ou... fezes de aves) e as temáticas.
Entre estas, há 3 elementos nucleares, que se cruzam, aqui e ali: o sexo, a igreja e a ditadura argentina, que o levou a um auto-exílio no Brasil. 
Ferrari testou (ou ultrapassou, dirão uns) todos os limites da religião católica, alvo duma atenção (ou embirração) especial - tornando Joana Vasconcelos, com o seu Shopping Fátima, uma menina de coro. 
A sua exposição retrospectiva de 2004 foi considerada blasfema pela igreja, justificando uma tumultuosa troca de galhardetes com o então arcebispo de Buenos Aires, agora um tolerante Papa Francisco. Afinal, qual o pecado maior, pôr uma imagem de Jesus num picador de carne, ou a passividade  - colaboracionismo, para os mais críticos - da igreja com o regime militar?
E agora, alguns exemplos, não recomendados a mentes sensíveis.

* A esta hora, Ferrari já sabe se Deus existe. Em caso positivo, está metido em sarilhos.

 Mujer, cerca de1960
 
Carta a un general, 1963, tinta china sobre papel, 60x45 cm

El árbol embarazador, 1964, 42x32 cm

Série Núnca Más

Série Núnca Más



Série Heliografias



Série Ideas para infierno
 
 

Série Surrealismo Nuevo Mundo, cerca de 1991









La civilización occidental y cristiana, 1965, yeso, madera y óleo, 200x120x60 cm

Untitled, 1994

Série l'Osservatore

Série Relecturas de la biblia, cerca de 1983

Devocion


Série Brailles - Unión libre (poema de André Breton em braille sobre fotografia), 2004